19/02/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 053


No Capítulo anterior...

Perguntei então á Regina Claudia:
- Eu não deveria estar lá? Eu sou a estrela principal.
- No seu tempo. Respondeu Regina Claudia enquanto observava um folheto que estava sob a mesinha de espelhos, de alguma apresentação anterior.
O tempo foi passando e o nervosismo aumentando.
Em meio á musicas e comentários ouviam-se aplausos. E mais comentários e mais aplausos. Percebi que era uma apresentação gravada, porém não da para ouvir o que estavam falando, a acústica não permitia.
Regina Claudia levou a mão até o ouvido e respondeu.
- Ok, estamos prontos.

Continuação...

Virou para mim e disse:
- Deri, cinco minutos. Vista isto. Entregando-me uma caixa que já estava na sala.
Eram roupas de esporte parecidas com aquela que os atletas que fazem ginastica olímpica, talvez argolas ou cavalo. Havia uma regata branca, uma calça azul e tênis e meias brancas.
As vesti e em seguida saímos pelo corredor e subimos outro lance de escadas. Estávamos atrás da cortina no palco e dali avistei no palco, uma mesa com quatro pessoas, outra cadeira no centro e uma plateia repleta.
Á mesa estavam Elen Peres, José Willian Baptistella, Ronaldo Ambrosio e Valdenei Rodrigues Oliveira.
Neste momento uma voz do palco anuncia.
- E com vocês, O HOMEM DO FUTURO. Iniciou-se um demorado aplauso.
- É sua vez. Falou Regina Claudia enquanto me dava um leve empurrão.
Entrei no palco sorrindo, mesmo que não quisesse sorrir não conseguiria. Agradeci algumas vezes com a cabeça e me dirigi para a cadeira no centro do palco.
Elen fez um gesto que entendi que deveria sentar ali, e sentei.
Aberta a sessão de perguntas, todas dirigidas á mim, porém, sempre um professor doutor da área da pergunta á respondia. Eram seis ou sete doutores que já portavam um microfone. Eu nenhum.
Todas as perguntas tinham cunho técnico e as respostas eram as mais genéricas, pois ficaria muito restrita se houvesse aprofundamento.
Eu particularmente acho que apresentações científicas têm o objetivo principal de confundir e complicar, assim a coisa torna-se mais importante.
Eu ameacei a levantar por duas vezes que perguntas foram feitas sobre minha capacidade motora, mas o dedo em riste e o olhar de raios de Elen não permitiram.
Foram as mesmas duas vezes que fiz o cachorrinho para ela.
Muitos perguntaram outros tantos responderam, ouve uma salva de palmas e saímos do palco.
- Elen o que eu fiquei fazendo naquela cadeira? Teria sido mais interessante uma boneca inflável! Falei com desdém.
- Você fez o que era para ser feito. E saiu sob um arsenal de flash e microfones de repórteres que aguardavam. Antes, porém, cochichou algo no ouvido de José Reginaldo que veio imediatamente em minha direção.
Ele me segurou no braço, levou-me para o outro lado na direção á porta que entrei.
- Você não sai por aqui, é por lá. E encontramos os inseparáveis Paulo Fernando e Claudia Regina.
Eles abriram a porta e enquanto passávamos ouvi José Reginaldo ao rádio.
- Pessoal, terminamos, podem desligar.
Fizemos todo o trajeto de volta até a sala forte e lá voltei a ler os documentos sobre mim, quer dizer, sobre o projeto.
Passavam das onze horas da noite quando decidi ir para casa. Acenei para o pessoal que ainda estava na sala e sai.
Na porta meus fieis escudeiros me aguardavam. Claudia Regina caminhava ao meu lado enquanto Paulo Fernando ia á frente para pegar o carro.
Estava exausto. Aquela leitura todo me consumiu. Dormi logo.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

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