Senhores passageiros com destino a FANTASIA.

Queiram por gentileza sentar, apertar os cintos e Boa Viagem, Aventura e Entretenimento

Saga Derinarde

Acompanhe a história de nossa família!

Brasil

Que país é esse?

Sonhe

O Mega Canyon - Cuscuz com Picolé

Aniversários do Blog!

Estou feliz pelo aniversário

22/06/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 153

No Capítulo anterior...

Ao chegar ao último voltei para o primeiro e fiz minha primeira pergunta:
- O que temos? Segundos que pareciam eternidades se passaram até que veio a resposta.
- Seis, oito e onze vazios.
- Dois, três e sete, programa infantil na tv.
- Um, quatro, cinco, nove e dez possíveis. Passe novamente.
Repeti o procedimento para este cinco quartos e desta vez procurei por frestas que pudesse ser observado o interior.
- Então?
- Um e nove, homens.
Neste momento ouvi uma das portas sendo destrancadas e antes da chave dar uma volta inteira eu já estava sobre uma laje vizinha que dava plena visão do corredor.

Continuação...

- Espere. Falei enquanto aterrissava.
- Cinco não, tem pássaro. Não entendi o porquê, mas Vtec falou que terrorista não tem pássaro. Fernanda não sabia o que estava acontecendo deste lado e continuou com o relatório.
Um rapaz saiu da porta de número onze parecendo ter bebido um pouco além.
Usava camiseta regata e calca camuflado tipo exército. Estava de coturno e ao sair deixou a porta aberta.
Uma garota de sutiã, Terminando de vestir uma camisa saiu atrás dele chamando-o.
- Guaba. Espérame. También lo haré.
A garota alcançou o rapaz e puxou-lhe a camiseta.
Percebi seios. O garoto não era garoto, era garota e melhor, era Sheyla Guaba ou Sheyla Castro.
- Base reconhecimento. Olhei fixamente para a face de Sheyla que apesar da escuridão dos arredores uma luz de um fio pendurado iluminava-a.
Sheila beijou calorosamente a garota e a largou voltando-se para a rua e praguejando.
- Nadie se mete com mi esposa.
- Cem por cento afirmativos. É ela. A voz de Fernanda confirmara o que eu já sabia.
Com os olhos acompanhei Sheyla até o final da rua.
Percebi que era seguro descer e por entre os vãos de muros e sobras eu comecei a segui-la.
Virando a esquina vi que ela entrou em um bar, constatei mais tarde que era uma casa de tolerância, um puteiro.
Aos gritos Sheyla entrou no tal bar.
- Dónde está esa perra.
Eu não via o que estava acontecendo, mas ouvia com clareza.
- Qué quieres de mí? Quieres ver lo que apeló a su esposa, perra. A outra retrucava com ela.
- Ven acá y te mostraré todo aquel que quiera. Sheila estava furiosa e três tiros foram disparados.
Vi Sheyla sair pela porta, guardar uma arma na cintura e dizer:
- Nadie se mete con lo que es Sheyla.
E tomou o caminho de casa.
Em um local com menos iluminação saltei sobre ela.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”

Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.

21/06/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 152

No Capítulo anterior...

Entramos e fomos para o sexto andar, apartamento sessenta e oito.
O garoto me mostrou o apartamento com um quarto, banheiro, cozinha e sala. Tudo muito bem mobiliado.
A geladeira estava abastecida com frutas, água, queijo e cerveja.
Na saída dei um trocado para o garoto e imediatamente coloquei a roupa do MEIOPARDO.
Fiz o movimento com a perna e em alguns segundos percebi que nada aconteceu.
Fiquei preocupado.
Mas a preocupação cessou rapidamente, pois percebi que estava funcionando.
- Consegue me ouvir, base? Perguntei para ninguém.
- Base? Esta me ouvindo?
- Base? Base?

Continuação...

- Sim estamos. Deri. Deri. Pare de falar e ouça. A voz de Fernanda estava diferente, parecia ter eco.
- Devido à distância e a comunicação via satélite temos um DELAY de sete segundos, somados á isto a volta. O final de sua pergunta pode chegar á quatorze segundos do começo da resposta. Entendido. Finalizou Fernanda.
- Entendido. Estava tudo explicado. Eu só precisaria me adaptar àquela lentidão.
De resto parecia tudo funcionar bem. Como era final de tarde e logo mais estaria rondando a região, resolvi tomar um banho, pois fazia calor, muito calor.
Dobrei a roupa do MEIPARDO e coloquei na geladeira. Não sei de onde tirei essa ideia, mas parecia legal colocar uma roupa gelada naquele calor.
A noite caiu. Mas o calor não deu tréguas.
Eu já tinha na mente os lugares que deveria ir, pois com o mapa na mão toda a viagem de avião, já tinha uma imagem fotográfica da região.
Peguei a roupa da geladeira e á vesti. Ficou muito bom, fresquinha.
Desci pelas escadas e já no térreo pulei uma janela basculante que percebi ficar sempre aberta.
Sai do prédio e segui para a Boulevard Liberación até a rua de acesso á Calzada Mateio Flores, caminhei até bem perto da Igreja San Jose del Buen Consejo.
Uma pensão com um corredor comprido era o meu destino. Entrei no corredor e a cada porta dizia o número e deixava o meu ouvido trabalhar.
Ao chegar ao último voltei para o primeiro e fiz minha primeira pergunta:
- O que temos? Segundos que pareciam eternidades se passaram até que veio a resposta.
- Seis, oito e onze vazios.
- Dois, três e sete, programa infantil na tv.
- Um, quatro, cinco, nove e dez possíveis. Passe novamente.
Repeti o procedimento para este cinco quartos e desta vez procurei por frestas que pudesse ser observado o interior.
- Então?
- Um e nove, homens.
Neste momento ouvi uma das portas sendo destrancadas e antes da chave dar uma volta inteira eu já estava sobre uma laje vizinha que dava plena visão do corredor.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”

Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.

20/06/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 151

No Capítulo anterior...

Entreguei a roupa á Vtec que á virou do avesso. E com a linha e agulha que Fernanda trouxe começou á costurar uma fita, desde o pé, subindo por todo o corpo até o pescoço, onde terminava e juntar-se-ia á máscara.
Ao terminar, tirou a roupa do avesso e me devolveu, dizendo.
- Esta é uma fita magnética e gerará energia o suficiente para a bateria do comunicador. Coletará a energia estática dos movimentos do seu corpo transformando em energia elétrica.
Definitivamente aquele cara era um gênio.
Tudo pronto eu avisei que estava de partida.
Fui para casa peguei a malas e fui para o aeroporto.
Já no aeroporto eu despachei a mala, achei mais seguro que leva-la na mão, assim não passaria no raio-X, e embarquei.

Continuação...

Fizemos uma escala em Brasília e desembarquei em Quito, no equador, onde faria a baldeação de nave e companhia aérea. O Brasil não tem voo direto para a Guatemala.
Pouco mais de quarenta minutos e já estava embarcando novamente.
Outro trecho tranquilo sobre o Pacífico e desembarquei no Aeroporto Internacional La Aurora na cidade da Guatemala.
Peguei um taxi e mostrei ao motorista o endereço do hotel para qual eu fiz reserva.
Nós fomos em direção á Mixco pela Calzada Roosevelt até a Avenida Quarenta e um “A”.
O taxi andou uns cento e cinquenta metros nesta avenida e parou em uma casinha roxa que nada parecia um hotel.
- O quê há. Perguntei ao motorista.
- Llegamos. Ele respondeu entendendo mesmo que eu.
- Dónde está el hotel?
- Es la primeravez que vienes aqui? Es un hotel que se precie. Se obtiene la clave aqui, y luego ir ali.
Ele falou gesticulando muito e explicando que era um tipo apart-hotel e que eu deveria pegar a chave naquela casinha e me dirigir ao prédio da frente, que nada parecia hotel e sim um prédio residencial.
- Grácias, grácias. Paguei o táxi e de posse de minha mala fui para a recepção da casinha roxa.
Mostrei meu passaporte e o garoto da recepção consultou seu computador.
Entregou-me uma ficha de turista a qual preenchi rapidamente.
Feito isto o garoto me entregou as chaves, um livreto com as normas de funcionamento do hotel e me acompanhou até o outro lado da rua.
Entramos e fomos para o sexto andar, apartamento sessenta e oito.
O garoto me mostrou o apartamento com um quarto, banheiro, cozinha e sala. Tudo muito bem mobiliado.
A geladeira estava abastecida com frutas, água, queijo e cerveja.
Na saída dei um trocado para o garoto e imediatamente coloquei a roupa do MEIOPARDO.
Fiz o movimento com a perna e em alguns segundos percebi que nada aconteceu.
Fiquei preocupado.
Mas a preocupação cessou rapidamente, pois percebi que estava funcionando.
- Consegue me ouvir, base? Perguntei para ninguém.
- Base? Esta me ouvindo?
- Base? Base?

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”

Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.

19/06/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 150

No Capítulo anterior...

- Quer um segurança?
- Não.
- Cuide dos aparelhos e traga-os de volta.
- Obrigado por se preocupar comigo. Tchau. E desliguei.
Feito.
Liguei para uma operadora de turismos e reservei as passagens de ida e volta para a Guatemala.
Nos dias seguintes não notamos nenhum movimento na casa do Morumbi e a pick-up continuava imóvel.
Fiz algumas rondas noturnas, impedi assaltos aqui e ali, mas nada de grande porte.
A quarta-feira chegou.
Chegando á base eu encontrei Fernanda e Rosa sentadas no sofá tomando café e conversando.
 Desanimadas.

Continuação...

- O que houve? Perguntei curioso.
- A base está fedendo. Anunciou Fernanda ao mesmo tempo em que Rosa fazia mímica segurando o nariz e abanando a mão.
- Explique.
- Faz três dias que Vtec não sai de lá. Está como um louco trabalhando no comunicador. Comentou Rosa.
- Eu vou lá falar com ele. No mesmo momento que disse isso um grito abafado foi emitido lá embaixo.
- EUREKA!!
- Não precisa mais. Acabou. Fernanda se levantou do sofá e foi em direção á escada que leva ao subsolo.
Rosa e eu á seguimos.
Chegando lá embaixo encontramos Vtec radiante. Fedendo mesmo, mas radiante.
Ele não parava de falar.
- Esta cinta tem uma sequencia de placas onde fica todo o aparelho, o comunicador, o carregador, a bateria e a antena. Ele se comunica diretamente com o seu wireless. Não precisará mais dos óculos.
Peguei a pequena cinta nas mãos e comecei a medi-la no corpo.
Muito pequena para a cintura, já havia percebido de chegada. Talvez na coxa, no braço.
- No pescoço. A cinta fica no pescoço. Este fio ficará para fora, entre a roupa e a máscara. É a antena. Vtec explicava os detalhes.
- Tire a roupa. Fernanda, linha e agulha. Vtec estava querendo finalizar sua obra de arte.
Entreguei a roupa á Vtec que á virou do avesso. E com a linha e agulha que Fernanda trouxe começou á costurar uma fita, desde o pé, subindo por todo o corpo até o pescoço, onde terminava e juntar-se-ia á máscara.
Ao terminar, tirou a roupa do avesso e me devolveu, dizendo.
- Esta é uma fita magnética e gerará energia o suficiente para a bateria do comunicador. Coletará a energia estática dos movimentos do seu corpo transformando em energia elétrica.
Definitivamente aquele cara era um gênio.
Tudo pronto eu avisei que estava de partida.
Fui para casa peguei a malas e fui para o aeroporto.
Já no aeroporto eu despachei a mala, achei mais seguro que leva-la na mão, assim não passaria no raio-X, e embarquei.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”

Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.

18/06/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 149

No Capítulo anterior...

- Comunicação. A comunicação seria muito difícil. O seu eco localizador emite apenas um bip enquanto os comandos de liga, as nossas conversas de rádio, são feitos através de antenas.
- E se tivéssemos um telefone via satélite? Perguntei sem saber se era possível.
- É possível. É possível. Veja esta câmera. Vtec entregou a câmera em minhas mãos, mas ela tinha uma série de penduricalhos.
- Estes fios em forma de gancho ligam na rede elétrica? Encaminhei-me até uma tomada na parece e introduzi os fios.
Não percebi nada.
Neste momento Vtec começou a digitar em seu computador e rapidamente a imagem, da sala em que estávamos, apareceu em sua tela.
- Eu não duvido nada que você faça o comunicador. Preciso instalar esta câmera. Tchau. Falei e fui embora.

Continuação...

Fui correndo e pulando até a casa do Morumbi. No alto do poste posicionei a câmera e com os ganchos dos fios liguei-a na rede elétrica.
- Então, base? Vê a imagem?
Enquanto recebia a resposta afirmativa, vasculhei o chão e avistei uma garrafa quebrada.
Peguei o grande caco. Acertei as beiradas batendo no chão e fiz uma espécie de proteção para a câmera.
Tudo arrumado eu fui embora. A casa agora era monitorada.
Já em casa e sem a roupa especial liguei para o celular da Elen.
- Elen? Deri. Vou direto ao assunto, como você gosta. Preciso fazer uma viagem para a Guatemala e tem que ser esta semana.
- O quê você vai fazer na Guatemala? A Fernanda Galindo está por trás disso?
- Não. Nada de Fernanda Galindo. Vou resolver aquele problema que eu havia falado que poderia atrasar a cirurgia.
E continuei.
- Vou na quarta e domingo estarei voltando.
- Não tenho como impedi-lo, né?
- Não.
- Quer um segurança?
- Não.
- Cuide dos aparelhos e traga-os de volta.
- Obrigado por se preocupar comigo. Tchau. E desliguei.
Feito.
Liguei para uma operadora de turismos e reservei as passagens de ida e volta para a Guatemala.
Nos dias seguintes não notamos nenhum movimento na casa do Morumbi e a pick-up continuava imóvel.
Fiz algumas rondas noturnas, impedi assaltos aqui e ali, mas nada de grande porte.
A quarta-feira chegou.
Chegando á base eu encontrei Fernanda e Rosa sentadas no sofá tomando café e conversando.
 Desanimadas.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”

Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.

17/06/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 148

No Capítulo anterior...

O portão imediatamente destravou. Ela o empurrou e entrou, fechando em seguida.
Em um salto eu estava ao lado do carro, com a caixa nas mãos. Ivone esquecera sobre o teto.
- Rosa fotografe isto. Falei enquanto olhava o remetente na caixa.
O nome era Sheyla Guaba e vinha da cidade da Guatemala.
Percebi um barulho no portão e imediatamente recoloquei a caixa sobre o teto do carro e saltei para o poste.
Ivone que havia esquecido a caixa voltou para busca-la.
Ivone entrara no interior da casa e nada aconteceu durante as próximas duas horas, quando ela saiu da casa entrou em seu carro e foi embora.
Percebi que nada aconteceria naquele dia e fui embora também.

Continuação...

Levei a Blackbird para a base, cobri-a com a lona e entrei. A porta já havia sido aberta por Rosa.
Desci ao subsolo e encontrei Rosa tomando café.
- Está quentinho, na garrafa, acabei de fazer. Ela apontou para a mesinha onde tinha xícaras e uma garrafa térmica.
Tirei a máscara e servi-me de café.
- Olha o que encontrei. Rosa disse enquanto mostrava em uma tela de computador varias cartas manuscritas e em outra tela a foto da caixa recém-chegada da Guatemala.
- As letras são idênticas. Foi a mesma pessoa que escreveu isto. Foi a Sheyla. Sheyla Guaba é Sheyla Castro. E o que mais você descobriu?
- O local em que a carta foi colocada no correio é a mesma região em que Sheila foi presa há seis anos. Acho que ela tem lá como um quartel general. Rosa era uma brilhante pesquisadora.
- O MEIOPARDO fará uma viagem internacional. Pensei em voz alta quando na escada surge Vtec.
- Isso dará muito trabalho. Comentou ao descer o último degrau.
- Vtec, que bom que chegou. Nós temos como colocar uma câmera-vigia na casa do Morumbi? Perguntei.
- Isso é bem mais fácil. Respondeu abrindo uma gaveta e tirando de lá uma minúscula câmera.
Vasculhou sua bancada e encontrou algo parecido com uma bobina de fios, uma placa e alguns pedaços de fios.
Sentou-se e começou a trabalhar.
- Por que você acha que seria difícil mandar o MEIOPARDO para a Guatemala? Perguntei enquanto Vtec trabalhava.
- Comunicação. A comunicação seria muito difícil. O seu eco localizador emite apenas um bip enquanto os comandos de liga, as nossas conversas de rádio, são feitos através de antenas.
- E se tivéssemos um telefone via satélite? Perguntei sem saber se era possível.
- É possível. É possível. Veja esta câmera. Vtec entregou a câmera em minhas mãos, mas ela tinha uma série de penduricalhos.
- Estes fios em forma de gancho ligam na rede elétrica? Encaminhei-me até uma tomada na parece e introduzi os fios.
Não percebi nada.
Neste momento Vtec começou a digitar em seu computador e rapidamente a imagem, da sala em que estávamos, apareceu em sua tela.
- Eu não duvido nada que você faça o comunicador. Preciso instalar esta câmera. Tchau. Falei e fui embora.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”

Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.

15/06/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 147

No Capítulo anterior...

Quis o destino assim. Imaginei.
Deixei o barraco e voltei pelas vielas que cheguei.
A Blackbird estava me esperando.
Liguei e saí em disparada.
No caminho de volta recebi o chamado de Rosa e a imagem retornara em minha mente.
- Tem uma mulher no aeroporto e está retirando a encomenda.
- Ok, entendido.
Apesar de estar na ZL, próximo ao aeroporto, sei qual será o destino. Respondi á Rosa.
- Prefiro esperar lá no Morumbi. Estou seguindo para lá.
E foi o que fiz.

Continuação...

A Blackbird voou pelas Avenidas Aricanduva, Alcântara Machado, Radial e Vinte e três de Maio.
Os radares fotográficos do caminho devem ter registrado uma série formidável de minha passagem.
Em minutos estava no Morumbi.
Deixei a Blackbird á alguns quarteirões da casa de Márcio Nonato. Caminhei rapidamente e percebi que o poste que fica na frente da casa não seria o melhor lugar, pois durante o dia eu fico muito visível nele.
Encontrei outro que fica entre árvores, ideal para camuflagem diurna.
Observei que a movimentação na casa ainda era tranquila. Dois seguranças no quintal e nenhum movimento aparente no interior.
A pick-up continua lá, coberta e imóvel.
Demorou quase uma hora para uma RAV4, da Toyota, encostar-se à frente do portão. Do carro saiu uma garota carregando pastas, bolsa, sacola e uma caixa recém-retirada no aeroporto.
A moça era meio atrapalhada e com todas aquelas coisas para carregar e ainda por cima tinha que segurar a chave para fechar o carro...
Ela não dominava muito á “logica” ou tinha algum tipo de dislexia. Por fim colocou a caixa sobre o teto do carro e a sacola no capô da frente. Apontou a chave para o carro, com coisa que fizesse alguma diferença, e apertou o botão de travar.
O carro piscou as lanternas confirmando o travamento e ela soltou um desabafo.
- Viu!
Ela pegou a sacola que colocou sobre o capô e foi para o portão apertando o botão do interfone.
Eu ouvi quando ela falou seu nome para alguém que atendeu internamente.
- Ivone Stepansil.
O portão imediatamente destravou. Ela o empurrou e entrou, fechando em seguida.
Em um salto eu estava ao lado do carro, com a caixa nas mãos. Ivone esquecera sobre o teto.
- Rosa fotografe isto. Falei enquanto olhava o remetente na caixa.
O nome era Sheyla Guaba e vinha da cidade da Guatemala.
Percebi um barulho no portão e imediatamente recoloquei a caixa sobre o teto do carro e saltei para o poste.
Ivone que havia esquecido a caixa voltou para busca-la.
Ivone entrara no interior da casa e nada aconteceu durante as próximas duas horas, quando ela saiu da casa entrou em seu carro e foi embora.
Percebi que nada aconteceria naquele dia e fui embora também.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”

Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.

14/06/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 146

No Capítulo anterior...

Subi e engatei a primeira marcha. Soltei bruscamente a embreagem fazendo com que a Blackbird rabeasse e posicionei na direção do estreito corredor.
Passei rapidamente e já estava na rua. Algumas curvas e já acessava uma movimentada avenida. Pequei o acesso para Avenida Tancredo Neves e rumei em direção á zona leste (ZL) de São Paulo.
Não me ative á transito ou sinais de transito, mas não coloque ninguém em risco, pois tinha uma visão privilegiada e cálculos exatos para as manobras que executava.
Em alguns minutos estava no extremo leste da ZL, passei por Cidade Tiradentes e fui além. Santa Etelvina VIII ficou para traz. Saturnino Pereira e finalmente Iguatemi.
Larguei a Blackbird em um beco e caminhei entre duas vielas. Dei uma pesada em uma porta a qual não resistiu e foi abaixo.
Dentro dois homens assustaram e em movimentos rápidos pegaram suas armas.

Continuação...

Para o primeiro: Fui mais rápido que ele e dei-lhe uma tapa no gogó. O mesmo perdeu o ar e não se preocupou mais com a arma, estava desesperado para retomar o folego e respirar.
Para o segundo: Cheguei á ele quando empunhava a arma, com um chute certeiro quebrei-lhe o pulso fazendo com que a arma voasse longe.
Agarrei este com o pulso quebrado pelo pescoço:
- Você que o Miguel Pólvora? É você? Eu o levantava do chão pelo pescoço.
- Migué Pórva sou eu. Quem qué sabê? Apesar de desamado e pendurado pelo pescoço o rapaz era ainda valente.
- Eu sou o MEIOPARDO e vim avisar que você está de partida. Vai pegar as suas coisas e vai embora assim que eu te soltar. Estava tentando intimidar o corajoso.
- E tu sabe quanto eu já matei? E assim que me sortá vô atrais de tu também. Parece que a coisa ia ser dura.
Percebi quando o primeiro engatilhou a arma tendo se recuperado da falta de ar.
Ele deu três tiros.
Três tiros certeiros que perfuraram o tórax.
O sangue começou a jorrar e logo a boca também se encheu de sangue e antes de emitir qualquer som, Migué Pórva caiu morto no chão de terra batida.
O homem que atirou não acreditou. Ele olhou para o lado e me viu, mas ainda assim não acreditou.
- Migué? Homi? Num foi purquerê. Eu atirei foi é nele, mas ele saiu da frente. Migué? Morre não.
Quis o destino assim. Imaginei.
Deixei o barraco e voltei pelas vielas que cheguei.
A Blackbird estava me esperando.
Liguei e saí em disparada.
No caminho de volta recebi o chamado de Rosa e a imagem retornara em minha mente.
- Tem uma mulher no aeroporto e está retirando a encomenda.
- Ok, entendido.
Apesar de estar na ZL, próximo ao aeroporto, sei qual será o destino. Respondi á Rosa.
- Prefiro esperar lá no Morumbi. Estou seguindo para lá.
E foi o que fiz.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”

Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.

13/06/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 145

No Capítulo anterior...

Caminhei até metade do corredor e da primeira porta visível surgiu Rosa.
Rosa estava lá de pé na minha frente e vestia uma toalha de banho na cabeça.
Apenas isto. Uma toalha de banho na cabeça.
Não houve susto em ambos os lados e, da mesma forma que ela admirava minha roupagem de MEIOPARDO eu admirava sua pele branca e seu corpo curvilíneo.
Ficamos muitos segundos á nos admirar e não distingui se os motivos eram diferentes.
Minha atenção somente foi retomada quando números começaram a correr em minha mente, por nano segundos. Não sabia o que significavam, mas acordei do transe que aquela paisagem sugeria.
Eram as probabilidades dos problemas.

Continuação...

Problemas com Vtec, com Fernanda, com a própria Rosa, comigo e principalmente com o nosso projeto.
- Errei de vir aqui esta hora. Vá se vestir. Falei me encaminhado para os andares inferiores.
Desci os dois andares e me certifiquei que os equipamentos estavam ligados. Fiz algumas pesquisas rápidas e logo percebi a presença de Rosa, na sala, só que desta vez vestida.
- Tivemos informações que chegou uma encomenda aérea para Marcio Nonato, hoje.
- Veio da Guatemala e pesa um quilo e meio. Achamos que é o dispositivo que faltava.
Rosa falou profissionalmente como se nada tivesse acontecido á minutos passados.
- Ainda não retiraram no aeroporto? Perguntei.
- Não. A tela três está transmitindo ao vivo a câmera de segurança do aeroporto. Este balcão aqui é o de entrega de encomendas. Á direita é o sistema de carga da CIA aérea. Veremos a pessoa no momento da entrega. Rosa apontava na tela, ora a câmera, ora o sistema.
- Muito bem. Você ficara monitorando? Olhei para seus olhos, mas só consegui ver a imagem do seu corpo desnudo na minha frente.
- Fico sim. Se alguém aparecer para retirar eu o aviso imediatamente. Rosa falou com voz firme.
Sai da sala onde o perfume de Rosa tomava conta.
- Estarei conectado. Falei ao subir a escada e sai.
Desta vez utilizei a porta, uma vez que a chave estava na fechadura.
Abri o pequeno portão e fui pata o fundo do quintal. Descobri a Blackbird, coloquei a mascara completando a vestimenta de MEIOPARDO.
Coloquei também o capacete e dei a partida.
O som de seu ronco parecia “Spring” de Vivaldi.
Subi e engatei a primeira marcha. Soltei bruscamente a embreagem fazendo com que a Blackbird rabeasse e posicionei na direção do estreito corredor.
Passei rapidamente e já estava na rua. Algumas curvas e já acessava uma movimentada avenida. Pequei o acesso para Avenida Tancredo Neves e rumei em direção á zona leste (ZL) de São Paulo.
Não me ative á transito ou sinais de transito, mas não coloque ninguém em risco, pois tinha uma visão privilegiada e cálculos exatos para as manobras que executava.
Em alguns minutos estava no extremo leste da ZL, passei por Cidade Tiradentes e fui além. Santa Etelvina VIII ficou para traz. Saturnino Pereira e finalmente Iguatemi.
Larguei a Blackbird em um beco e caminhei entre duas vielas. Dei uma pesada em uma porta a qual não resistiu e foi abaixo.
Dentro dois homens assustaram e em movimentos rápidos pegaram suas armas.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”

Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.

12/06/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 144

No Capítulo anterior...

Rabelo não estava na recepção quando sai, mas ao fechar a porta do elevador, comigo dentro, o avistei em um canto da sala. Estava me dando tchauzinho com as pontas dos dedos e um sorriso nos lábios.
De lá voltei para casa, almocei um delicioso omelete de gorgonzola que eu mesmo preparei e decidi fazer algo diferente.
Algo muito diferente
Decidi testar a popularidade do MEIOPARDO.
Sim, á luz do dia.
Estava sem seguranças, por que não?
Vesti a roupa, mas sem a cabeça. Fiquei muito parecido com um motociclista em macacão de couro, não chamaria muito a atenção.
Fui até a base e á uns vinte metros de lá estacionei a moto e comecei á andar na calçada.

Continuação...

Percebendo que estava invisível á olhares curiosos, entrei rapidamente no portão baixo que estava apenas encostado.
Desviei dos inúmeros montes de fezes falsas que Vtec rearranjava diariamente no quintal e me alinhei á soleira.
- Alguém abre a porta para mim?
Esperei por quase dois minutos e não obtive resposta.
Claro, não haveria ninguém á esta hora. Estariam em suas atividades do dia á dia.
Coloquei o capacete no chão e resolvi sondar as possibilidades de entrada.
Lá atrás, onde ficava a Blackbird, coberta por uma lona plástica, avistei uma janelinha pequena entreaberta. Era apenas uma vigia, mas não haveria condições físicas para fazer a curva necessária para um salto de entrada.
Eu me alinhei á ela e saltei me agarrando em sua beirada.
Percebi que era do modelo basculante e a abri em um ângulo de quase noventa graus, suficiente para que eu passasse.
Já lá dentro percebi que era um banheiro e que alguém havia tomado banho á pouco tempo, pois a umidade ainda pairava no ar em forma de vapor e a temperatura era alta.
Passei a porta e no corredor que seguia para os quartos vi marcas de pés úmidos no chão.
Pés pequenos, não que Vtec tivesse uma estrutura grande, mas imaginei que seria de Fernanda ou Rosa.
Caminhei até metade do corredor e da primeira porta visível surgiu Rosa.
Rosa estava lá de pé na minha frente e vestia uma toalha de banho na cabeça.
Apenas isto. Uma toalha de banho na cabeça.
Não houve susto em ambos os lados e, da mesma forma que ela admirava minha roupagem de MEIOPARDO eu admirava sua pele branca e seu corpo curvilíneo.
Ficamos muitos segundos á nos admirar e não distingui se os motivos eram diferentes.
Minha atenção somente foi retomada quando números começaram a correr em minha mente, por nano segundos. Não sabia o que significavam, mas acordei do transe que aquela paisagem sugeria.
Eram as probabilidades dos problemas.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”

Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.

11/06/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 143

No Capítulo anterior...

Parei em frente ao prédio do consultório da Dra. Márcia, pois ali era permitido estacionar motos e subi para o oitavo andar.
Já no andar, ao abrir a porta do elevador o atencioso Salvador Rabelo se aproximou.
- Quiriduuu, não vou dizer que é surpresa porque a Elen já me telefonou, você tem algo para mim?
Levantei a sacola com o dossiê.
- Tenho sim Rabelo, esta sacol...
- Não se mexa. Não se mexa, eu não posso receber isto, espere aqui, não se mexa... De costas se afastou até uma pequena porta de armário.
Voltou com uma sacola de papel da M.Officer.
- Ponha isso aqui dentro. Disse abrindo a sua sacola.

Continuação...

- Parece que essa sua sacola passou na boca da vaca. Está suja e amassada.
Ri da situação e não via a hora de contar para Fernanda, mas realmente, a sacola, estava muito amassada.
A cena foi interrompida pela Dra. Márcia que saía de sua sala.
- Rabelo, houve algum encaixe no horário de Sabrina? Deri. Você veio nos visitar?
- Foi só uma passagem, mas já estou de saída. Eu respondi ao lhe cumprimentar.
Márcia olhou para Rabelo aguardando uma resposta.
- Não, o horário está vago.
- Então, Deri, se não tiver algo inadiável, podemos conversar. Márcia pegou minha mão antes mesmo que pudesse responder e me conduziu á sua sala.
Já em sua sala, naquele enorme e confortável sofá, Márcia começou a falar.
- Depois de suas inovações você não voltou mais... Encontrou as suas respostas?
- Sim, a maioria delas. Ás que ainda não obtive é questão de ordenação, como você mesmo me disse.
- Ótimo. Muito bom mesmo. Você tem outras inovações em breve, está receoso, ansioso ou algo assim?
- Não. Por enquanto não. Ainda está um pouco longe. Mais de seis meses, então não me preocupo com isto agora.
Nossa conversa na verdade foi uma sessão completa de uma hora, mas não fiquei constrangido por isso e eu respondi tudo que foi perguntado.
Terminamos á sessão e saí para o elevado.
Rabelo não estava na recepção quando sai, mas ao fechar a porta do elevador, comigo dentro, o avistei em um canto da sala. Estava me dando tchauzinho com as pontas dos dedos e um sorriso nos lábios.
De lá voltei para casa, almocei um delicioso omelete de gorgonzola que eu mesmo preparei e decidi fazer algo diferente.
Algo muito diferente
Decidi testar a popularidade do MEIOPARDO.
Sim, á luz do dia.
Estava sem seguranças, por que não?
Vesti a roupa, mas sem a cabeça. Fiquei muito parecido com um motociclista em macacão de couro, não chamaria muito a atenção.
Fui até a base e á uns vinte metros de lá estacionei a moto e comecei á andar na calçada.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”

Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.