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17/08/2012

Pescaria, coisa de Mentiroso


CONTINUAÇÃO..

Havia parado em:
Com ares de “Comandante em Chefe da sala de controle da Frota Estelar” anuncie em alto e bom som do microfone da sala de embarque: -SENHORES PASSAGEIROS, A COMPANHIA AÉRA INFORMA, VOCÊS ESTÃO TODOS FUDIDOS”.
Daí segue:

De repente aconteceu um alvoroço na sala de embarque, que ao meu ver desnecessário, pois já havia terminado meu pronunciamento.
Enquanto funcionários do aeroporto vinham em minha direção alguns dos meus colegas me arrastavam para fora da sala.
No caminho alguns rostos estranhos pareciam me dizer: “Eu queria ter dito isso”, “Palhaço”, “Quem é esse cara” e por ai em diante.
Não sei se foi para me tirar do aeroporto ou não, mas informaram que aviões estavam decolando de Cumbica.
Os colegas acreditaram e teríamos que entrar no teletransporte novamente.
Bem, teríamos um pouquinho mais de trabalho desta vez, pois já havíamos feito o check-in e as malas estavam com os duendes mágicos que guardam as malas em aeroportos.
O Bob me chacoalhou algumas vezes, com coisa que pudesse limpar meus ouvidos, e em berros perguntou: -“Deri, como é sua mala?” Com a clareza súbita que tomara minha mente, não sei se pelo chacoalhar ou o grito da pergunta, respondi sem titubear: “Breta”, era a cor padrão da época, preta.
Não sei bem se não convenci o Bob com a minha resposta ou se pelo fato de noventa por cento das malas serem pretas, a fisionomia dele era de desespero.
Não me preocupei nada com a história pois tinha a certeza que o duende lá de dentro sabia qual era a minha, tanto que o Bob logo voltou com ela, ahhh, nem era preta.
A bordo do teletransporte, estávamos mais uma vez em Cumbica e mais uma vez no check-in, a única diferença é que me puseram o mochi de segurança.
Do total de onze horas, depois do primeiro encontro com o pessoal, estávamos subindo os degraus da aeronave.
Dali para frente eu apaguei e só fui acordado quando as rodas do avião já estavam em solo cuiabano.
Acordei com os olhos embaçados, literalmente embaçados. O pessoal havia passado requeijão nas lentes dos meus óculos.
Ao sair do aeroporto, já tarde da noite, uma van nos esperava para seguirmos para Cáceres, 230 km de Cuiabá. Entramos na van e continuamos viagem.
Quase duas horas depois, paramos em um posto de estrada, com lanchonete e fomos informados pelo motorista da van que seria a última refeição até o café da manhã.
Fomos ao banheiro e ao sair notamos que mais uma ou duas van fizeram a mesma parada, havia movimento.
Foi quando um garotinho ao me ver, saiu em disparada ao encontro de seu pai e foi logo dizendo: -“Pai, você não acredita quem está aqui!”.
Ser reconhecido neste país afora não tem preço, mas desta vez o garotinho havia me visto em alguma baderna nas salas de espera em São Paulo.
Chegamos de madrugada na pousada, e fomos direto para a cama, na manhã seguinte começaria a pescaria, e foi o que ocorreu.
Pescamos, conversamos, bebemos, contamos mentira e tudo correu normalmente como qualquer pescaria, eu até peguei alguns peixes, mas que importa?
Com tanta historia de pescaria, o que menos importa são os peixes.




 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Os textos aqui constantes forada dm em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

16/08/2012

Pescaria, coisa de Mentiroso


Gosto de ir á pescarias.
Já fui a muitas pescarias.
Sou um bom pescador? Não. Muito pelo contrario.
Não sei diferenciar um anzol break de um wipe gape (peguei esses nomes no google, mas não sei o que é).
Não conheço muitos tipos de peixes, a não ser alguns tradicionais.
Apesar de toda essa dificuldade, eu gosto muito de ir á pescarias. Pelo prazer de estar com colegas, de beber algo, contar histórias, algumas verdadeiras e outras muito mentirosas.
Em uma dessas pescarias no pantanal mato-grossense, precisamente em Cáceres, há mais ou menos 20 anos, não lembro absolutamente nada da pescaria, mas a viagem foi mais ou menos assim:
Saímos de casa, minhas varas, mala e caixa de tralha(nome dado ao equipamento de pesca de um pescador), em direção ao aeroporto de Congonhas, em Sampa, pois dali embarcaria, para Cumbica no ónibus do Airport Service.
O pessoal havia combinado de se encontrar la e aos poucos foram chegando. O Bob (Martinelli) foi o primeiro, depois o Ângelo, o Celso (Mochi), o Valter, o Cristiano, o Ulysses e por último o Paulo. Pronto os oito estavam lá, todos equipados e a maioria, como eu, com as tralhas que nunca haviam sidos usados.
Aos poucos a empolgação foi dando lugar ao cansaço, pois como era época de queimadas no centro oeste o aeroporto de Cuiabá no Mato Grosso estava fechado por conta da fumaça.
Quatro ou cinco horas no chão do aeroporto e não tinha mais ânimo para nada, então tive a brilhante ideia de abrir uma garrafa de Red Label e a merda começo.
O tempo passando e a garrafa nutrindo os mais primitivos sentimentos na alma deste que vos conta.
A partir daqui alguma coisa é lembrança, mas a grande maioria são relatos dos sete cavalheiros que me acompanhava na jornada.
Eu já passava da conta da alegria por conta de Johnnie e já havia sido alertado pelo segurança do aeroporto algumas vezes, bem como meus colegas que insistiam em tentar me acalmar, mas eu estava insuportável, não que isso fizesse alguma diferença para mim, más...
Conversas de corredores de aeroportos anunciaram que aviões para Cuiaba estavam partindo de Congonhas, então não sei como, não tinha condições de saber como, pois a garrafa estava vazia,  arrumaram uma condução que nos teletransportou para Congonhas, só lembro de piscar em Cumbica e “brum”, já estava em Congonhas.
Em Congonhas fizemos o check-in e novamente começamos a aguardar. Uma, duas, três horas e nada, nem noticias sobre a situação. Todos no salão de embarque estavam bravos pela falta de informação, foi quando o “Johnnie” me avisou que a funcionária que havia pedido paciência na sala de embarque havia esquecido o microfone ligado, ferrou.
Numa linha reta, guardada as proporções de minha situação, prumei para meu destino e sem nenhum desvio de percurso, acho, cheguei á ponte de controle.
Com ares de “Comandante em Chefe da sala de controle da Frota Estelar” anuncie em alto e bom som do microfone da sala de embarque: -SENHORES PASSAGEIROS, A COMPANHIA AÉRA INFORMA, VOCÊS ESTÃO TODOS FUDIDOS”.

CONTINUA ...





 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Os textos aqui constantes forada dm em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/