05/04/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 092


No Capítulo anterior...

- O que não vai dar certo? Insisti no beijo, mas fui prontamente barrado.
- Olha. Você é legal, é bonito, sensual, mas não. Eu estou, mesmo, muito excitada, mas não e não. Algo sóbrio tomou conta daquela mulher.
- Não posso permitir que nada e nem ninguém interfira em meu trabalho, e você é meu trabalho. Quem sabe depois que terminar. Ela jogou uma piscina de agua fria sobre ambos.
- Entendo e acho justo. Más eu não vou desistir. Eu me servi de mais suco e continuamos a conversar por mais meia hora.
- Acho que já estou bem para dirigir. Vou embora. Fernanda se levantou de um só pulo.
Nós nos despedimos e ela foi embora.
Eram quase cinco da manhã e fui descansar um pouco.

Continuação...

Na manhã seguinte resolvi ligar para Maria Tereza Aarão, pois deixaria a roupa de MEIOPARDO para manutenção, pois com tiros e atividades frequentes era bom mantê-la em perfeitas condições.
Ela estava no ateliê, então coloquei a roupa em uma mochila e segui para lá.
Entreguei a roupa á ela dizendo que a roupa estava cumprindo o seu papel.
- Foi você, não? Ela me perguntou olhando para a roupa.
- Do quê você está falando? Não estou entendendo nada. Não sabia do que ela estava falando, mas fazia uma ideia.
- O cara que anda á noite apavorando os bandidos, que esteve no Assalto na Avenida Paulista, é você não e? Ela tinha uma enorme convicção e eu não sabia como á convenceria do contrário.
- Vou trocar todas as placas de polipropileno e colocar placas de carbono, é mais resistente e leve. Não será qualquer metralhadora que o derrubará. Preciso de cinco dias, pode ser.
- Claro.
Não tinha nada mais á acrescentar e cinco dias é um período bom para descanso.
- Fique tranquilo, nunca direi nada.
Apertei-lhe á mão em sinal de que aceitava sua discrição.
Saí e caminhei até o café onde tomara café com Fernanda.
Enquanto tomava meu cappuccino tranquilamente avistei em uma mesa do café um rosto meio familiar.
Fui até a mesa em que ele fazia anotações em seu tablet e perguntei:
- Você não é o repórter que cobriu o assalto na Caixa?
- É, sou eu.
Olhou-me enquanto respondia e voltou ás vistas para o tablet.
- Achei muito legal a reportagem...
Percebi que não estava chamando a sua atenção.
- Mas é tudo mentira. O cara não é assim como você falou.
Se eu queria chamar a atenção dele, agora era toda minha.
- Você o conhece? Você sabe quem ele é?
Ele parou de respirar enquanto aguardava minha resposta.
- Não. Não sei, mas já o vi.
Ele voltou á respirar e voltou os olhos para o tablet.
- Eu já conversei com ele.
Capturei-o novamente. Desta vez ele se posicionou na cadeira abriu uma pagina de texto no tablet e me percebeu.
- Meu nome é Luiz Nobrega Prymo e escrevo para um grande jornal, se você me contar tudo que vocês conversaram eu ponho seu nome no jornal e seus amigos lhe pedirão autógrafos, o que você acha?
- Acho que é a coisa mais babaca que um jornalista pode dizer.
Desta vez ameacei me retirar e ele me agarrou pela manda da camisa.
- Não, espere aí. Eu estava brincando. Eu quero muito saber quem é esse cara? Como ele é? O que ele faz.
Sente aí.
Sentei-me e começamos a conversar.
- Eu não sei quem é o cara, mas sei que ele não voa como sua reportagem falou.
- O bandido disse que ele voou e eu achei que venderia assim, e foi o que aconteceu. Como você o conheceu?

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

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