22/06/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 153

No Capítulo anterior...

Ao chegar ao último voltei para o primeiro e fiz minha primeira pergunta:
- O que temos? Segundos que pareciam eternidades se passaram até que veio a resposta.
- Seis, oito e onze vazios.
- Dois, três e sete, programa infantil na tv.
- Um, quatro, cinco, nove e dez possíveis. Passe novamente.
Repeti o procedimento para este cinco quartos e desta vez procurei por frestas que pudesse ser observado o interior.
- Então?
- Um e nove, homens.
Neste momento ouvi uma das portas sendo destrancadas e antes da chave dar uma volta inteira eu já estava sobre uma laje vizinha que dava plena visão do corredor.

Continuação...

- Espere. Falei enquanto aterrissava.
- Cinco não, tem pássaro. Não entendi o porquê, mas Vtec falou que terrorista não tem pássaro. Fernanda não sabia o que estava acontecendo deste lado e continuou com o relatório.
Um rapaz saiu da porta de número onze parecendo ter bebido um pouco além.
Usava camiseta regata e calca camuflado tipo exército. Estava de coturno e ao sair deixou a porta aberta.
Uma garota de sutiã, Terminando de vestir uma camisa saiu atrás dele chamando-o.
- Guaba. Espérame. También lo haré.
A garota alcançou o rapaz e puxou-lhe a camiseta.
Percebi seios. O garoto não era garoto, era garota e melhor, era Sheyla Guaba ou Sheyla Castro.
- Base reconhecimento. Olhei fixamente para a face de Sheyla que apesar da escuridão dos arredores uma luz de um fio pendurado iluminava-a.
Sheila beijou calorosamente a garota e a largou voltando-se para a rua e praguejando.
- Nadie se mete com mi esposa.
- Cem por cento afirmativos. É ela. A voz de Fernanda confirmara o que eu já sabia.
Com os olhos acompanhei Sheyla até o final da rua.
Percebi que era seguro descer e por entre os vãos de muros e sobras eu comecei a segui-la.
Virando a esquina vi que ela entrou em um bar, constatei mais tarde que era uma casa de tolerância, um puteiro.
Aos gritos Sheyla entrou no tal bar.
- Dónde está esa perra.
Eu não via o que estava acontecendo, mas ouvia com clareza.
- Qué quieres de mí? Quieres ver lo que apeló a su esposa, perra. A outra retrucava com ela.
- Ven acá y te mostraré todo aquel que quiera. Sheila estava furiosa e três tiros foram disparados.
Vi Sheyla sair pela porta, guardar uma arma na cintura e dizer:
- Nadie se mete con lo que es Sheyla.
E tomou o caminho de casa.
Em um local com menos iluminação saltei sobre ela.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”

Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.

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