13/06/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 145

No Capítulo anterior...

Caminhei até metade do corredor e da primeira porta visível surgiu Rosa.
Rosa estava lá de pé na minha frente e vestia uma toalha de banho na cabeça.
Apenas isto. Uma toalha de banho na cabeça.
Não houve susto em ambos os lados e, da mesma forma que ela admirava minha roupagem de MEIOPARDO eu admirava sua pele branca e seu corpo curvilíneo.
Ficamos muitos segundos á nos admirar e não distingui se os motivos eram diferentes.
Minha atenção somente foi retomada quando números começaram a correr em minha mente, por nano segundos. Não sabia o que significavam, mas acordei do transe que aquela paisagem sugeria.
Eram as probabilidades dos problemas.

Continuação...

Problemas com Vtec, com Fernanda, com a própria Rosa, comigo e principalmente com o nosso projeto.
- Errei de vir aqui esta hora. Vá se vestir. Falei me encaminhado para os andares inferiores.
Desci os dois andares e me certifiquei que os equipamentos estavam ligados. Fiz algumas pesquisas rápidas e logo percebi a presença de Rosa, na sala, só que desta vez vestida.
- Tivemos informações que chegou uma encomenda aérea para Marcio Nonato, hoje.
- Veio da Guatemala e pesa um quilo e meio. Achamos que é o dispositivo que faltava.
Rosa falou profissionalmente como se nada tivesse acontecido á minutos passados.
- Ainda não retiraram no aeroporto? Perguntei.
- Não. A tela três está transmitindo ao vivo a câmera de segurança do aeroporto. Este balcão aqui é o de entrega de encomendas. Á direita é o sistema de carga da CIA aérea. Veremos a pessoa no momento da entrega. Rosa apontava na tela, ora a câmera, ora o sistema.
- Muito bem. Você ficara monitorando? Olhei para seus olhos, mas só consegui ver a imagem do seu corpo desnudo na minha frente.
- Fico sim. Se alguém aparecer para retirar eu o aviso imediatamente. Rosa falou com voz firme.
Sai da sala onde o perfume de Rosa tomava conta.
- Estarei conectado. Falei ao subir a escada e sai.
Desta vez utilizei a porta, uma vez que a chave estava na fechadura.
Abri o pequeno portão e fui pata o fundo do quintal. Descobri a Blackbird, coloquei a mascara completando a vestimenta de MEIOPARDO.
Coloquei também o capacete e dei a partida.
O som de seu ronco parecia “Spring” de Vivaldi.
Subi e engatei a primeira marcha. Soltei bruscamente a embreagem fazendo com que a Blackbird rabeasse e posicionei na direção do estreito corredor.
Passei rapidamente e já estava na rua. Algumas curvas e já acessava uma movimentada avenida. Pequei o acesso para Avenida Tancredo Neves e rumei em direção á zona leste (ZL) de São Paulo.
Não me ative á transito ou sinais de transito, mas não coloque ninguém em risco, pois tinha uma visão privilegiada e cálculos exatos para as manobras que executava.
Em alguns minutos estava no extremo leste da ZL, passei por Cidade Tiradentes e fui além. Santa Etelvina VIII ficou para traz. Saturnino Pereira e finalmente Iguatemi.
Larguei a Blackbird em um beco e caminhei entre duas vielas. Dei uma pesada em uma porta a qual não resistiu e foi abaixo.
Dentro dois homens assustaram e em movimentos rápidos pegaram suas armas.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”

Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.

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