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11/01/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 020

No Capítulo anterior...

Automaticamente bati continência, não sei ainda porque, mas deve ser reflexo de alguma coisa do médio que eles falaram há pouco.
Se existiu Gestapo, essa mulher serviu lá, e foi expulsa pelo próprio Hitler, com certeza.

Continuação...

Elen virou as costas e saiu. Atrás saíram Vilma, Rogério e a maquina lunar.
Após mais alguns cutucões no terminal Reginaldo virou-se para Luiz:
- Luiz, baixe a versão oito para o ttox4, mas aquela com eco de polaridade invertida e deixe pronto para o upgrade. No próximo release estará nele.
- Até semana que vem Deri. E Reginaldo saiu pela porta.
Já que estava a sós com o Luiz não poderia perder a chance:
- Luiz, tem alguém normal aqui dentro?
Ao que respondeu:
- Deri, você já ouviu falar na professora Tereza Nobrega?
- Não, não ouvi.
Continuou Luiz:
- O dia que você á conhecer verá que as pessoas aqui são os mais normais que já conheceu. Vai por mim.
Continuou Luiz.
- Deri, eu vou te falar uma coisa, mas se alguém perguntar, eu nego. Não confie muito nessa gente. Eles não estão nem aí para você. O negócio deles “é” eles.
Achei que aquilo era uma crise de ciúmes.
Fechei a camisa, baixei a barra da calça e saí.
Ao sair do prédio, meu objetivo era conseguir um táxi  o que não foi nenhuma dificuldade, no estacionamento da Poli tinha um.
Bati no vidro perguntando:
- Está livre?
E a resposta me surpreendeu.
- Sim senhor, livre e aposto.
Era Elo, aquela mesma que me trouxe até aqui.
Entrei disse que iria para o endereço de casa e seguimos.
- Elo, ficou aqui me esperando ou foi coincidência? Já acreditando na primeira alternativa.
- Senhor, tudo que vem, vai e, tudo que vai vem.
Achei engraçado, mas ao mesmo tempo muito infantil.
- Mas e seu demorasse muito? Tentei forçar a barra com Elo, a diminuta tolinha.
- Senhor, quem sai de um prédio pensando que é louco e vem para cá fazer testes, não demora muito.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

10/01/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 019

No Capítulo anterior...

Luiz era enorme, tinha dois metros e treze de altura e deveria pesar uns 130 quilos, mas bem distribuído e devido á altura, ele até parecia um cara magro, mas muito forte. Aqueles de dar medo.
Ao se apresentar e apertar a minha mão o medo foi embora e aquele homenzarrão se mostrou muito educado e amável.
Elen perguntou ao Reginaldo sobre os resultados.

Continuação...

Que mulher essa Elen.
Ela podia ao menos dizer “boa tarde Deri”.
Ela podia dizer “Te trouxemos aqui para fazer alguns testes”. Que nada. Frieza em pessoa, o negócio dela era números, estatísticas, dados...
Reginaldo de pronto relatou:
- Bem, tudo normal, a interferência foi momentânea e se restringe á impulsos de ondas médias.
E Reginaldo, parecendo um autômato continuou a falar, porém em momento algum deixou de cutucar seu terminal.
- Algum equipamento de frequências médias emitiu um sinal que coincidiu com a codificação dos impulsos que veem do cérebro para o ttox4 e isso fez um movimento involuntário. Podemos fazer um bloqueio criando um eco de polaridade invertida.
Elen perguntou como quem tivesse a corda da guilhotina na mão e o pescoço de quem iria responder estivesse na outra extremidade da corda:
- Sim mais isso é muito simples, por que não fizemos logo de início?
Ficou sem resposta.
Achei que era minha deixa:
- Olá Elen tudo bem? Eu estou muito bem.
- Tomei um tombo, conversei com uma médica de loucos, fiz os mais estranhos exames e testes, estou com um problema de alguma coisa “médias”, o meu eco tá invertido, mas estou ótimo, obrigado por perguntar. E você está bem?
Incrível, mas ele olhou para mim, porém as orbitas de seus olhos tiveram uma defasagem de chegada.
- Nossa como você fala... Vamos jantar hoje. Ás 22:00 no Hai Conveniência Japonesa.
Não ficaria sem troco.
- Ué, mas lá não é só uma lojinha?
Peguei a dona sabe tudo.
-Eles cresceram muito, tem um restaurante oriental ótimo, esteja lá.
Automaticamente bati continência, não sei ainda porque, mas deve ser reflexo de alguma coisa do médio que eles falaram há pouco.
Se existiu Gestapo, essa mulher serviu lá, e foi expulsa pelo próprio Hitler, com certeza.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

09/01/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 018

No Capítulo anterior...

Passeei por toda a sala e tive a nítida impressão de ser invisível ou aqueles caras eram robôs.
Precisei pegar no ombro de um deles para perguntar:
- Onde está a Dra. Elen?

Continuação...

Ele nada falou, más outro que estava ao lado me pegou pelo braço e me levou para fora da sala deixando que o primeiro, automaticamente, retornasse á seus afazeres.
O cara que me levava pelo braço, sem emitir uma palavra se quer, conduziu-me por um corredor, parou diante de uma porta, deu dois toques, virou as costas e voltou para onde estava anteriormente.
Segundos se passaram até que Reginaldo abrisse a porta.
- Deri, boa tarde, entre. Sou José Reginaldo Ramos Ramos e sou secretário da Dra. Elen. Ela chegará em breve, mas podemos já ir começando os testes.
Em seguida Reginaldo pegou o telefone, discou e disse:
-Deri já está aqui.
Antes de retornar o fone á mesa, perguntei:
- Bem, mas que testes, e para quê?
- Só termos as suas repostas depois dos testes, os dados coletados, hoje, já foram processados e você teve uma interferência externa, os testes nos dirão “o que” são estas interferências e como bloqueá-las.
Neste momento entram na sala Rogério Falcão e Vilma Carali empurrando uma bancada móvel com um equipamento que mais parecia um rastreador lunar, embora eu nunca tenha visto um rastreador lunar, mas foi a primeira imagem que veio na minha cabeça.
Com um scanner, Vilma localizou alguns pontos em meu tórax, pescoço e pernas. Colou algumas ventosas com sensores e em minutos eu estava conectado á aquela máquina lunar.
Rogério pedia vez ou outra, para eu erguer um braço, uma perna e solicitava alguns movimentos, os quais eu executava automaticamente.
Reginaldo com uma prancheta fazia anotações. Percebi depois que a prancheta era na verdade um terminal de computador, tipo “ipad”, porém conectado ao computador central e á aquela maquina estranha ligada á mim.
Reginaldo declarou que haviam terminados os testes e mesmo antes dos fios serem desconectados de mim, a porta se abriu e surgiram a Dra. Elen e um cara se identificando com Luiz Souza Filho.
Luiz era enorme, tinha dois metros e treze de altura e deveria pesar uns 130 quilos, mas bem distribuído e devido á altura, ele até parecia um cara magro, mas muito forte. Aqueles de dar medo.
Ao se apresentar e apertar a minha mão o medo foi embora e aquele homenzarrão se mostrou muito educado e amável.
Elen perguntou ao Reginaldo sobre os resultados.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

08/01/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 017

No Capítulo anterior...

Acho que todo psicólogo tem um problema de “toc”, só sabe trabalhar com hora cheia.
Eu me despedi prometendo que á visitaria uma vez a cada quinze dias.
Entendi que loucos não passam por consulta, fazem visitas.

Continuação...

Ao sair, Rabelo, muito solícito já havia chamado o elevador e disse:
- Lindinhu, não precisa marcar consulta, quando quiser aparecer é só ligar, a Dra. Taia(pausa)colo estará á disposição.
Já na rua fiz sinal para um táxi que passava.
- Cidade Universitária, por favor.
A taxista era bem baixa e olhava sobre o volante com algum esforço. Um pouco mais atento eu vi que tinha feições e aparência de uma criança.
- Você é menor de idade?
- Negativo senhor. Tenho trinta e dois anos, mas não fique constrangido, todo mundo pensa isso, embora não falem.
- Qual o seu nome?
- Elo Vessoni, senhor. Sou taxista há oito anos e essa é a melhor profissão do mundo.
- É, há gosto para tudo, Elo.
- Senhor, tem gente que fica fulo com o transito, xinga motoqueiro, acha que motorista de ônibus e folgado, mas assim ó, eu ganho para dirigir, se vou mais rápido ou mais devagar não importa, continuo sendo paga para dirigir. Agora, esse pessoalzinho que vive com pressa que compre seu tele transporte particular.
- Senhor, passo meu dia fazendo o que gosto, dirigir, converso com as pessoas mais diferentes que se possa imaginar, quer coisa melhor?
- Imagine o senhor que outro dia levei uma senhora que achava que era cachorro...  
Em vinte minutos estávamos nos portões da Cidade Universitária, e após algumas explicações na portaria, estávamos no prédio da Poli, o que me poupou de ouvir história da mulher que pensava que era cachorro.
Paguei o táxi e entrei no prédio.
Minha maior dificuldade foi encontrar alguém num local que não tem recepção. Fui entrando sem destino.
Ao cruzar com pessoas de avental perguntava:
- Dra. Elen?
- Onde encontro Dra. Elen?
Todos apontavam para frente e para os lados, mas não davam uma resposta verbal.
Serão que suas línguas eram cortadas para garantir o sigilo? Pensei.
Entrei em uma sala cheia de bancadas, com cabos e dutos de ar comprimido pendurados. Pareciam bancadas de montagem de liquidificador ou algo do gênero.
Passeei por toda a sala e tive a nítida impressão de ser invisível ou aqueles caras eram robôs.
Precisei pegar no ombro de um deles para perguntar:
- Onde está a Dra. Elen?

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

07/01/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 016

No Capítulo anterior...

Depois de beber água, e sentado confortavelmente nas grandes poltronas da recepção, rodando o copo plástico nos lábios, mantinha o cérebro a milhão.
Queda, pé acima de dois metros, scanner na rua, interferência externa, psicóloga...
- Seria bom se estivesse ficando louco mesmo... Falei em voz alta quando fui interrompido por Rabelo:

Continuação...
- Bobinho. Ninguém fica louco. Ninguém FICA, todos já somos. Alguns demonstram mais claramente que outros.
- A Dra. Taia(pausa)colo vai te atender agora. Me dá sua mão aqui e vem comigo.
Rabelo se dirigiu a uma larga porta e a abriu me dando passagem, a qual foi fechada imediatamente á minha entrada.
Dra. Márcia estava fazendo anotações e parou imediatamente á minha entrada. Como se um click a fizesse largas a caneta, acredito eu, no meio de uma palavra.
Levantou e dirigiu-se a mim já com a mão estendida.
- Deri, bom dia. A Dra. Elen já me contou tudo sobre você e vamos apenas bater um papo.
É bem tranquilizador saber que todos sabem sobre você, principalmente se você não sabe sobre você.
Agora tenho certeza. Estou ficando louco.
- Dra. Márcia, a senhora tem o meu manual?
- Como? Primeiramente me chame de Márcia, sou muito bonita para ser chamada de senhora.
- Bem esta última semana tenho recebido muitas novidades e parece que são novidades só para mim.
Já estávamos sentados em um imenso sofá onde caberiam pelo menos seis pessoas, mas só havia nós dois.
Márcia começou com aquelas conversinhas de psicólogo:
- Você sabe que o seu dentista sabe mais de sua boca que você?
- Sim eu sei. Respondi, achando que fosse uma pergunta.
- Sabe que seu medico, sabe do seu organismo, também, mais do que você?
Márcia, o meu caso é diferente...
- Todos são casos diferentes! E todos têm suas particularidades. O que mais te preocupa é o que você sabe ou o que você não sabe?
Que pergunta era aquela?
Tentei responder:
- É lógico que é o que (pausa) (pausa)...  Essa Márcia, além de linda é mesmo inteligente, me pegou.
- Viu onde está a sua dúvida? Ou melhor, viu como você não tem dúvida, o que lhe falta, é apenas ordenação em tudo aquilo que você sabe, diferenciando o que você acha que sabe.
Continuou.
- Feito esta ordenação você estará pronto para fazer as perguntas, aí você se conhecerá melhor para fazer as novas perguntas.
Nesta linha conversamos por uma hora.
Acho que todo psicólogo tem um problema de “toc”, só sabe trabalhar com hora cheia.
Eu me despedi prometendo que á visitaria uma vez a cada quinze dias.
Entendi que loucos não passam por consulta, fazem visitas.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

05/01/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 015

No Capítulo anterior...

- Ele estava ali, parado, só ouvindo a musica, de repente o pé dele subiu uns dois metros de altura antes de atingir o grave que furou. Ele literalmente voou.
Passado o susto e vendo que estava perfeitamente bem, me despedi de todos, pois tinha um compromisso na Paulista.

Continuação...

Chegando ao endereço do cartão da Dra. Márcia encontrei Eduardo Soares na entrada o qual, antes de explicar o que fazia ali, tirou de uma sacola que carregava no ombro um scanner e encostou-o no meu peito, perto do ombro esquerdo.
- E aí? Tudo bem? Como se sente?
Reagi de imediato:
- Que porra que está acontecendo? Vocês tem algo haver com minha queda?
Olhei bem em seus olhos.
- Dá para eu ser uma cara normal?
- Um cara normal você jamais será, mas se comportar como tal já será um bom caminho.
Complementou logo em seguida:
- Houve uma interferência externa e precisamos levantar alguns dados. Agora está tudo bem, mas vá ao “centro” assim que sair daqui.
Eduardo mais parecia um fantasma, apareceu do nada e para o nada se foi.
Dei de ombros e entrei no edifício.
Eu me identifiquei na portaria e fui para o elevador, apertei o botão do andar que ia e a porta se fechou.
Chegando ao oitavo andar a porta se abriu e uma recepção gigante e confortável apareceu enchendo meus olhos.
Atrás de um balcão de vidro um rapaz muito simpático, esguio e rápido deu boas vindas:
- Bom dia “quiriduu”, eu sou Salvador Rabelo, me chame de Rabelo, pois sou ôôô Salvador e o consultório da Doutora Márcia Taia(pausa)colo lhe dá boas vindas. Você tem hora marcada?
O lenço vermelho em seu pescoço, com o nó levemente voltado para a esquerda, não sei por que lembrava um bailarino espanhol, faltava-lhe um chapéu de abas largas.
- Na verdade não, mas tenho isso aqui. Apresentei o cartão deixado sob minha porta.
De posse do cartão e lendo o verso anunciou:
- Ah, sim, sim. Você está sendo esperado.
-Ali. Apontando com o dedo mindinho, continuou:
- Do outro lado, tem café, chá, água e alguns biscoitinhos de mantecal, (pausa) o que mais quiser, me peça que eu mesmo providenciarei. Fique á vontade que a doutora já já já vai lhe atender.
Eu me dirigi ao bebedouro, um pouco de água viria a ajudar naquele momento.
Depois de beber água, e sentado confortavelmente nas grandes poltronas da recepção, rodando o copo plástico nos lábios, mantinha o cérebro a milhão.
Queda, pé acima de dois metros, scanner na rua, interferência externa, psicóloga...
- Seria bom se eu estivesse ficando louco mesmo... Falei em voz alta quando fui interrompido por Rabelo:

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

04/01/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 014

No Capítulo anterior...

Ao abrir a porta de casa, um cartão no chão chamou a atenção. Era um cartão de visitas e nele a identificação:
Dra. Márcia Taiacolo – Psicóloga. Tinha telefone e endereço na região da Avenida Paulista. No verso, escrito á mão: Dra. Elen gostaria que falasse comigo, segunda onze horas no consultório.

Continuação...

Segundona, depois da academia eu fui com os irmãos Gustavo Cavalcanti Braga e José Clevilson Cavalcanti Braga ao centro da cidade.
José Clevilson queria comprar uma nova guitarra para sua banda e Gustavo um novo microfone, aqueles sem fio, que fica preso na cabeça, parecendo um headfone.
A banda dos meninos já estava fazendo sucesso e eles conseguiam viver disso. Tinham dois ônibus, Um para equipamentos e outro para os componentes.
Viviam falando que precisavam mesmo é de um avião, e pelo jeito que faziam shows, era só questão de tempo.
Ao lado do um sintetizador de som, dos mais modernos, com mais de 350 teclas e botões, sem fio, José Clevilson tocava um rock que eu nunca havia ouvido. Gustavo me puxou pelo braço e falou em meu ouvido:
- Essa música é nossa. Vamos tocar no próximo show. Maneira, né?
Realmente uma musica com muita energia. Um rock da melhor qualidade. Pronto para o sucesso.
Neste momento fui ao chão.
Não tropecei, não escorreguei, nem sequer estava andando. Caí de bobeira.
Ao cair meu pé direito entrou em um alto-falante que estava a minha frente. Era um alto-falante enorme e o buraco que fez criou uma imensa cratera.
Como o alto-falante estava ligado na frequência do teclado que José Clevilson tocava, ao romper o tecido emitiu-se um estrondo rouco que na loja todos perceberam.
Um simples alto-falante se tornou um terremoto dentro da loja.
Com a música parada e após o terremoto, um som de nada tomou conta do ambiente.
Levantei e percebi que o único estrago não era em mim, era apenas o alto-falante.
O dono da loja, Ricardo Semião, foi o primeiro a correr em meu encontro, me ajudando a levantar e todo preocupado em sabe se estava bem.
Fiz menção em ressarcir o estrago que tinha feiro, porém Ricardo se negou terminantemente e insistia para que eu fosse á um hospital tirar uma radiografia.
Realmente eu estava bem, havia sido um simples tombo, assim eu achava até ouvir o relato de Ricardo para Gustavo:
- Ele estava ali, parado, só ouvindo a musica, de repente o pé dele subiu uns dois metros de altura antes de atingir o grave que furou. Ele literalmente voou.
Passado o susto e vendo que estava perfeitamente bem, me despedi de todos, pois tinha um compromisso na Paulista.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

03/01/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 013


No Capítulo anterior...

O brilho e intensidade daquelas palavras do Mário me fizeram arrepiar e enxergar mil vezes a paisagem que tinha á frente.
Ao que respondi ao Mário.
- É meu amigo, e ainda vou fazer muito mais e com muito mais.
Descemos por onde subimos, mas nos últimos cinco ou seis metros nós despencamos na água fria. Que delícia.

Continuação...

Conforme havíamos combinado, chegamos à Bertioga próximo ao horário do almoço, tomamos um bom banho de mar e fomos almoçar.
Fomos almoçar no Borghese, em Bertioga mesmo. Já conhecíamos o dono.
Adauto Barbosa um chef de mão cheia. Ele se sairia bem em qualquer restaurante fino em São Paulo ou Paris, mas se recusava em deixar Bertioga.
Bertioga era sua vida e o Borghese seu caminho.
Comemos um badejo que os Deuses ficariam com inveja.
Desculpem os puritanos e menores de idade, mas vai cozinhar assim na casa do cara#@$*.
Comemos, muito por sinal, bebemos pouco, mas bebemos, conversamos muito. Resumindo, foi mais um dia especial.
Fizemos uma “ciesta” nas redes instaladas em arvores atrás do restaurante, coisa que pouca gente sabe.
Duas horas depois estávamos prontos para a volta.
Despedimo-nos de Adauto e voltamos para São Paulo, só que desta vez, pelas estradas convencionais.
Um ótimo fim de semana.
Já em Sampa paramos no lava-rápido do Sandro Oliveira. Grande camarada.
Estava fechado, mas como ele mora no lava-rápido, estava bebendo umas cervejas no quintal.
O portão não estava trancado, apenas encostado e Sandro nem se mexeu para abri-lo. Nós mesmos que abrimos e posicionamos as sete motos em paralelo e uma a uma recebeu uma forte ducha. Hora eu, hora Mário, às vezes o Adilson Damásio, motociclista do grupo, se encarregava de jatear as magrelas.
Adilson estava calado aquele dia. Seu irmão adotivo Amilton Cruz Silva estava em uma missão na Amazônia e a mais de quinze dias não dava noticias. Amilton era capitão de mata do exercito brasileiro e um experiente em sobrevivência na selva, mas a falta de noticias fazia com que o irmão mais velho, Adilson, ficasse muito preocupado.
Já dizia a dupla caipira em uma música de sucesso: “A saudade é um prego coração é um martelo”.
Sandro apontou a geladeira para Nelson Campos, o qual prontamente buscou mais cerveja.
Ficamos algumas horas falando de amenidade e aventuras do passado no muito distante.
Cristianodiasl Cristianodiasl e Bene Junior decidiram ir embora e nós abrimos mais algumas cervejas.
Já eram oito da noite quando nos despedimos.
Ao abrir a porta de casa, um cartão no chão chamou a atenção. Era um cartão de visitas e nele a identificação:
Dra. Márcia Taiacolo – Psicóloga. Tinha telefone e endereço na região da Avenida Paulista. No verso, escrito á mão: Dra. Elen gostaria que falasse comigo, segunda onze horas no consultório.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
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02/01/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 012


No Capítulo anterior...

- Se houvesse algum travamento ou pane no equipamento o Eduardo estaria por perto, para as devidas providências.
A semana transcorreu bem e o peso dos pensamentos deu uma trégua. Existiam, mas não sufocavam.

Continuação...

No final de semana, sábado, a Patrícia me ligou.
- E aí, tudo bem, Paty?
- Tudo, já falei com minha tia, a casa está à disposição.
- Deixa disso, Paty. Não corro risco.
Conversamos um pouco e desligamos.
Assim que desliguei, o fone tocou novamente.
Era Mario Alves, colega de trilhas e aventuras.
- Deri, a galera fará uma trilha amanhã. Vamos nessa?
Como não tinha nada planejado para domingo, topei de imediato.
Cedo cheguei e quatro motoqueiros já estavam aguardando. Outros dois chegaram aos dez minutos seguintes. Todos nos com motocicletas off Road.
A minha, uma moto de 350 cilindradas, de quatro tempos, mas ela já tem tanta adaptação e tanta peça de outras motos que me recuso a dizer qual a marca da danada.
Seguimos para Ribeirão Pires e por trilhas em direção á Bertioga.
Já no meio da serra, duas horas distante de qualquer lugar civilizado, paramos próximo a uma cachoeira para refrescar.
Como a natureza é bela sem a presença do homem. Intocável. Encantada.
Aproveitando a parada, comecei a escalar o paredão da cachoeira. Logo atrás estava Mário. E subimos, subimos, até o topo. Eram uns trinta e poucos metros e a paisagem, olhando lá de cima tinha quilômetros.
Lá no topo, Mário declara.
- Pô Deri, nem dá para acreditar que você tem esse monte de lata e parafusos nas pernas e faz o que muita gente sem isso não faz.
Aquilo bateu em mim como uma janela de um quarto escuro que se abre para o leste no nascer do sol.
O brilho e intensidade daquelas palavras do Mário me fizeram arrepiar e enxergar mil vezes a paisagem que tinha á frente.
Ao que respondi ao Mário.
- É meu amigo, e ainda vou fazer muito mais e com muito mais.
Descemos por onde subimos, mas nos últimos cinco ou seis metros nós despencamos na agua fria. Que delícia.

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01/01/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 011


No Capítulo anterior...

Já, ela, lá embaixo, antes de entrar no trem, gesticulava em mímica e sem som, “TIA”, “GARÇA”, “ME LIGA” com a mão fazendo sinal de telefone.
Voltei para casa caminhando. Foram os dez quilômetros mais rápidos que percorri. Absorto em meus pensamentos eu viajei quase na velocidade da luz, mal percebi e já estava no portão de casa.

Continuação...

O resto do dia passou da mesma forma, monótono e rápido ao mesmo tempo. Já era tarde da noite quando peguei no sono.
Na manhã seguinte, como sempre, cedo estava de pé, mas não antes de certificar que o dia anterior não fora um sonho ou talvez um pesadelo.
O mundo continua girando e a academia já estava aberta.
O lindo sorriso de Gleide Gleidinha me dava boas vindas.
Olhei fixamente para seus olhos negros e perguntei.
- Você também sabia?
- Sabia do quê?
- Dos “equipamentos”? Sabia dos equipamentos?
- Por quê? A esteira quebrou? Você se machucou? Ai meu Deus, vou ligar para o Sr. Daniel Gomes, ele vai consertar. Qual delas?
- Não, não. Está tudo em ordem. Eu que me enganei. Bom dia.
- Ai que susto Deri. A gente fica de olho na manutenção, mas às vezes escapa. De qualquer forma o Sr. Daniel tem que vir aqui hoje, isso, eu vou ligar agora.
Fui para a esteira do fundo. Eduardo acabara de chegar e já estava no pique. Emparelhei e começamos a correr.
Conforme eu amentava a velocidade Eduardo aumentava também, até que teve um momento que ele diminuiu.
- Ai, ai, ufa, uau. Não aguento. Vai à frente que eu te alcanço.
- Era gritante a diferença de velocidade, além de eu ser mais jovem que Eduardo, minhas dobradiças, os tais equipamentos, também eram mais rápidos.
- Eduardo, qual é o seu papel. Perguntei desconfiado, mas sem muita certeza.
- Sou da segurança. Eu te acompanho. Claro, quando dá.
Eu me senti o verdadeiro Truman Burbank no filme O show de Truman com Jim Carrey. Eu era acompanhado vinte quatro horas por dia, um show da vida.
Neste momento entrou o David e como quem tivesse ouvido a conversa complementou.
- Se houvesse algum travamento ou pane no equipamento o Eduardo estaria por perto, para as devidas providências.
A semana transcorreu bem e o peso dos pensamentos deu uma trégua. Existiam, mas não sufocavam.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/