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Saga Derinarde

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10/05/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 122


No Capítulo anterior...

Cerca de quinze minutos depois o rádio de um deles fez som de comunicação e uma voz anunciou:
- Prepárate, vamos hacia abajo. Era Alexsandro avisando que iniciariam o desembarque.
Todos os embarcados olhavam para cima, esperando enxergar algo na escuridão.
O imediato se posicionou á frente da cabine do Capitão e informava da posição e distância do rebocador ao navio gesticulando vez em quando para que não houvesse acidente.
Antes que qualquer homem embarcado pudesse ver alguma coisa, minha visão infravermelha denunciava a movimentação na borda do navio á pelo menos quinze metros de altura.
Através de cavaletes, roldanas e cordas, posicionaram e começaram a descer uma caixa de pouco mais de um metro cúbico.

Continuação...

Fizeram o desembarque da caixa com muita cautela, e através do rádio á colocaram em segurança no rebocador.
Percebi que não poderia fazer muita coisa naquela situação e quando os homens que estavam no navio começaram a descer me dirigi ao Jet.
Seguindo o rebocador de perto voltamos á doca dezenove e enquanto faziam o desembarque da caixa eu voltava com Jet para o local que o havia encontrado.
Acorrentei e fechei o pequeno portão.
Tirei a moto do canto que estava escondida e rapidamente peguei a estrada.
Novamente na estrada escura desenvolvi a velocidade que a Blackbird permitia e não me preocupava muito com as curvas, pois o deslocamento de massa era muito bem balanceado pelos giro estabilizadores de minhas pernas, aumentando em mais de quarenta por cento o ângulo que poderia fazer estas curvas, ou seja fazia as curvas mais rápido que qualquer um.
Em alguns minutos estava no cruzamento da Domênico Rangone com a Anchieta e minha dúvida era:
Qual será o acesso que utilizarão?
Sabia que á uns quatro quilômetros antes dali havia um acesso que liga á Anchieta á Imigrantes, o jeito era ir para este acesso.
Ainda assim com muita dúvida não parei no acesso e continuei em frente até a zona portuária.
Através de orientações da base entrei nas ruas do porto para localizar a movimentação, pois eu nem sabia quais os carros que estavam sendo utilizados.
Cheguei ao local apontado por Fernanda como o possível local onde os carros teriam sido estacionados e nada. Nenhum movimento, porém prestando atenção ao asfalto notei traços vermelhos que seguiam para o norte.
Isso! O calor dos motores que acabaram de passar por ali deixou um traço de temperatura no asfalto.
Com a aceleração mais forte, a Blackbird rodopiou, e segui o rastro. Conforme passava por vias mais movimentadas o rastro se confundia com outros de outros veículos.
Como já sabia a direção que seguiam fui mais adiante se me importar muito com estes rastros.
Na zona portuária é comum encontrar meninas de programa para atender  marinheiros que chegam do mar sedentos de um pouco de carinho, atenção e algo mais, e foi numa dessas esquinas que parei para decidir o caminho, que uma turma de sete mulheres se aprumavam quando ouvi uma delas:
- A VAN deve estar apinhada de turistas, se arrumem ai.
Olhei para o fim da rua e uma VAN branca seguida por uma pick-up vinham na direção das meninas.
Não foram as meninas, a VAN ou a pick-up que me chamou a atenção, mas a caixa na carroceria da pick-
up.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

09/05/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 121


No Capítulo anterior...

O som ao fundo trouxe um toc, toc, toc que foi aumentando conforme o tempo passava.
Outros quatro se uniram ao grupo.
A movimentação de um carro chegando, mais atrás do galpão, logo se mostrou o real início da atividade.
Marcio Nonato e outro que imaginei ser Alexsandro Vieira, pela atitude, chegaram com mais seis seguranças igualmente armados.
Eu já contabilizava dez seguranças mais Marcio e Alexsandro. A festa seria boa.
O toc, toc logo contornou a curva da entrada e se mostrou um barco rebocador. Aqueles que puxam navios na entrada do cais.
Veio tranquilo, na mesma batida e encostou-se à doca que até então estava interditada.

Continuação...

Além do capitão tinha o imediato que é o auxiliar do capitão e mais três seguranças armados.
Trocaram algumas palavras rapidamente entre os embarcados e não embarcados.
O rebocador recebeu os homens de terra, exceto os dois que primeiro chegaram á doca, ficariam ali, de guarda.
O rebocador manobrou e se retirou pelo mesmo caminho que veio. Lento e constante.
Era a hora de eu começar a me movimentar e foi o que literalmente eu fiz.
Embora o motor do SEA DOO seja um dos mais silenciosos, eu não confiei que o ligar do motor naquele instante seria algo seguro.
Deslizei para trás entrando na água e usando de uma velocidade acima do normal para um humano comum comecei a bater as pernas sob a água.
Agora sim, silenciosamente me movimentei para uma distância que considerei segura, subi no Jet, ligue e comecei a seguir o rebocador.
No mar, o que é escuro fica ainda mais escuro, porém, não me atrevi a chegar muito mais perto do rebocador, embora soubesse que poderia chegar até cinco metro que não seria visto.
Segui a luz vermelha no alto do rebocador por bons vinte minutos. Estávamos longe do porto.
Na baia onde navios aguardam para receber ordens para atracar estava tudo quieto, não parecendo ter atividade alguma, mas os motores dos navios que ali permaneciam os delatavam.
Navios que ficam por dias ou semanas aguardando a autorização para atracar não desligam os motores nunca. São os próprios geradores de eletricidade.
O rebocador posicionou e encostou-se a um desses cargueiros, na parte mais á popa, nome dado á parte traseira de uma embarcação, e após uma comunicação pelo rádio, uma escada deslizou do navio em direção ao mar.
Quatro homens subiram á escada.
Eu posicionei o Jet na parte da frente do navio e, junto á corrente da ancora dei um jeito de prender. Não queria perde-lo àquela distância.
Entrei na água e deslizei até á lateral do rebocador.
Não ouvi nada de interessante dos homens que aguardavam no rebocador. Aparentemente não sabiam o que seria desembarcado ali e cogitavam drogas ou armas.
Cerca de quinze minutos depois o rádio de um deles fez som de comunicação e uma voz anunciou:
- Prepárate, vamos hacia abajo. Era Alexsandro avisando que iniciariam o desembarque.
Todos os embarcados olhavam para cima, esperando enxergar algo na escuridão.
O imediato se posicionou á frente da cabine do Capitão e informava da posição e distância do rebocador ao navio gesticulando vez em quando para que não houvesse acidente.
Antes que qualquer homem embarcado pudesse ver alguma coisa, minha visão infravermelha denunciava a movimentação na borda do navio á pelo menos quinze metros de altura.
Através de cavaletes, roldanas e cordas, posicionaram e começaram a descer uma caixa de pouco mais de um metro cúbico.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

08/05/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 120


No Capítulo anterior...

O Jet estava do jeito que Adilson havia falado. Acorrentado quase dentro da água. Encostei a Blackbird em um local de pouca visibilidade para quem por ali passasse e passei por um pequeno portão de tela, cuja chave fornecida por Adilson, entrou perfeitamente em sua fechadura.
Soltei o cadeado e corrente do Jet e sem muito esforço escorregou para a água.
Subi e liguei. Silencioso.
Vagarosamente comecei a descer o canal para os pontos que havia vislumbrado no mapa da loja do Adilson.
O primeiro ponto localizado não era bem o que eu esperava então fui para o próximo.
Perfeito.

Continuação...

Manobrei o Jet de maneira que fiquei de frente para a doca dezenove, ligeiramente á esquerda.
A doca dezenove estava realmente fechada e faixas plásticas de cor laranja e luminosas indicavam isto.
Não eram nem oito horas ainda, tinha muito á esperar.
Alguns barcos passaram pelo canal, entre meu local de tocaia e a doca dezenove e a cada passagem, ondas se formavam fazendo com que o já monótono e tornasse ainda mais.
Aquele som de agua batendo na lateral do Jet daquela marola que sobrava da passagem dos barcos dava uma moleza, uma soneira de dar inveja á qualquer bom colchão.
Más eu me mantive firme.
Passava das onze horas, horário anunciado por Marcio Nonato, quando algum movimento começou na doca, á minha frente.
Primeiro chegou um cara, como quem nada quer.
Olhou para um lado, olhou para outro, viu o movimento no canal, quase nenhum.
Acendeu um cigarro fumou-o até o fim. Jogou o toco na água e se retirou.
Em menos de dez minutos voltou com outro comparsa, mas desta vez, ambos estavam carregando armas e, não eram quaisquer armas. Eram submetralhadoras.  
- Base, o que me diz dessas armas. Perguntei sabendo que a resposta não seria das melhores, pelo menos para mim.
- São FAMAE SAF nove milímetros. Arma chilena de pouco mais de três quilos com carregador de trinta cartuchos. São bem letais, tome cuidado. Acrescentou Vtec.
Mais uns dez minutos e outros dois chegaram também fortemente armados.
Um deles tinha um radio comunicador e após conversar com os dois que chegaram antes, depois de inspecionar o local e o canal, falou ao rádio.
- Todo biem, camino Libre. Câmbio. E desligou.
O som ao fundo trouxe um toc, toc, toc que foi aumentando conforme o tempo passava.
Outros quatro se uniram ao grupo.
A movimentação de um carro chegando, mais atrás do galpão, logo se mostrou o real início da atividade.
Marcio Nonato e outro que imaginei ser Alexsandro Vieira, pela atitude, chegaram com mais seis seguranças igualmente armados.
Eu já contabilizava dez seguranças mais Marcio e Alexsandro. A festa seria boa.
O toc, toc logo contornou a curva da entrada e se mostrou um barco rebocador. Aqueles que puxam navios na entrada do cais.
Veio tranquilo, na mesma batida e encostou-se à doca que até então estava interditada.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

07/05/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 119


No Capítulo anterior...

- Sem problema, é leve. Se não tiver pressa até uma 125cc leva bem.
- É um pouquinho maior, a minha... Fui interrompido por Adilson.
- Estava pensando... Adilson mostrou-se prestativo.
- Eu tenho um depósito na beira d’água e posso deixa-lo lá para você. Passo a corrente e te dou as chaves. Você o usa e devolve no mesmo lugar. Assim ninguém esquenta com horário. O que você acha?
- Maravilha. Fique realmente feliz.
- Leve este selo junto com as chaves. O pessoal da segurança já estará sabendo, mas se alguém perguntar mostre o selo. Boa sorte.

Continuação...

Moto e Jet arranjados, o plano começava a tomar forma. Voltei para casa.
A repercussão da bomba no estádio, na mídia, foi pequena, de bomba, virou ameaça de bomba e em dois dias ninguém falava mais no assunto, porém na polícia militar e na polícia federal a coisa tomou o vulto que merecia. Toda a inteligência foi disponibilizada para a tarefa e acompanhamento. Até o exército estava de prontidão e colaborando, afinal era terrorismo internacional.
Os aeroportos estavam agora com a presença de mais homens, os portos tinha a presença da marinha mais atuante, as fronteira terrestres eram mais bem vigiadas, mas essas coisas em qualquer lugar do mundo, sempre tem um jeito de “fazer passar” e, em se tratando de Brasil, mais fácil ainda.
Na noite seguinte pedi para Vtec buscar a moto que já estaria pronta, conforme prometido por Bene.
E estava.
Vtec levou-a para a base e no quintal dos fundos da casa, onde não levantariam olhares curiosos, Vtec tirou tudo que não seria necessário para uma moto que pretendia ser anônima e sorrateira.
Vtec tirou placas e luzes sinalizadoras, farol e frisos. Literalmente depenou a coitadinha. Era apenas o quadro, motor e as carenagens protetoras que o Bene havia pintado de cores escuras e sem brilho.
Em um local de pouca luz ela jamais seria visto se não se prestasse muita atenção.
Cobriu-a e livrou-se das sobras.
Na noite da fatídica quinta-feira, assim que o sol se pôs e as primeiras sombras surgiram, MEIOPARDO surgiu também.
Rapidamente chequei á base e já sobre a parda Blackbird dei a partida. Que som maravilhoso tem essa moto.
Agora sem um monte de apetrechos ela parecia menor e provavelmente estaria mais leve.
Passei pelo estreito corredor onde as manoplas tinha uma distância máxima de um centímetro de cada lado entre as paredes.
As ruas de acesso á rodovia dos Imigrantes passaram rapidamente pelos pneus largos daquela máquina e ao acessar a rodovia a injeção eletrônica só tinha um comando: abrir a passagem de combustível.
Em poucos segundos estava á trezentos quilômetros por hora. Minha visão privilegiada incluindo o infravermelho se mostravam mais eficientes que qualquer farol de xênon.
Foram apenas minutos para acabar a serra e já estava na rodovia cônego Domênico Rangone que acessa o Guarujá.
Cheguei ao ponto onde estava o Jet e olhei o cronômetro. Foram vinte minutos de São Paulo ao Guarujá. UAU!!
Lembrei que lá atrás, na estrada, algumas pessoas estavam tentando entender o que foi aquilo que passou, tanto nos postos da polícia rodoviária quanto nos pedágios.
O Jet estava do jeito que Adilson havia falado. Acorrentado quase dentro da água. Encostei a Blackbird em um local de pouca visibilidade para quem por ali passasse e passei por um pequeno portão de tela, cuja chave fornecida por Adilson, entrou perfeitamente em sua fechadura.
Soltei o cadeado e corrente do Jet e sem muito esforço escorregou para a água.
Subi e liguei. Silencioso.
Vagarosamente comecei a descer o canal para os pontos que havia vislumbrado no mapa da loja do Adilson.
O primeiro ponto localizado não era bem o que eu esperava então fui para o próximo.
Perfeito.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

06/05/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 118


No Capítulo anterior...

- Hoje em dia o PVC bem trabalhado e bem misturado é superior até ao aço. Finalizou dando a resposta para minha escolha.
- Eu que a sua carenagem, claro. Eu quero também uma cor escura e que não reflita a luz. Algo muito discreto. Tentei fazer Bene entender o que realmente eu queria, mas sem outros detalhes.
- Já sei, vai participar de racha? Não vai ter pra ninguém, esta moto é um espetáculo. Onde você corre? O assunto interessou muito Bene.
- Nada disso, é que gosto de motos e gosto de ser discreto também. Evita olho gordo.
Não sabia o que falar, então eu falei qualquer bobagem.

Continuação...

Fechamos negócio e eu pegaria a moto na noite do dia seguinte.
Antes de ir embora ainda questionei Bene:
- Você saberia de alguém que negocia Jet-ski?
- Damasio. Damásio Náutica. O Adilson que anda de moto com a turma. Fica ali na Bandeirantes perto do Aeroporto. Bene me deu o endereço e parti para lá.
Chequei na loja náutica de Adilson e percebi o grande movimento. Uma carreta desembarcava Jet-skis novinhos que estavam chegando.
Esperei ele coordenar onde ficariam e então me aproximei.
- Adilson eu estou precisando de algo pequeno em muito silencioso, só que não quero comprar. É um aluguel por uma noite apenas.
- É para lagoa, rio ou mar? Perguntou Adilson.
- Mar, perto do porto de Santos. Respondi.
- Á noite ninguém aluga Jet, pode pegar um “Sea Doo” emprestado na loja que tenho no Guarujá. Fica perto da prefeitura e para acessar o porto é só atravessar o canal. Mostrou-me um mapa do porto.
- Ótimo, melhor do que esperava. Este aqui é o terminal de cargas? Apontei para determinado ponto do mapa.
- É sim. Aquele lá na frente é o graneleiro, aí vem descendo, dos containers, aqui frigorífico. Estes Jets que estão chegando à loja desembarcaram aqui, ó. Doca vinte seis. Adilson mostrava entusiasmo pela última aquisição.
- E ai sobe então. Doca vinte e sete, oito... Induzi Adilson a me mostrar a doca que procurava.
- Não para cá diminui. Doca vinte cinco até a doca dezessete, depois muda de lado e continua baixando.
Pelo mapa localizei alguns pontos possíveis para se ficar de tocaia e vigiar a minha doca.
- Fechado. Posso pegar na quinta-feira ás nove da noite? Perguntei.
- Pegue as sete, o pessoal fica só até esse horário. Estará prontinho sobre uma carreta. Vai puxar de carro?
- Não. De moto. Respondi.
- Sem problema, é leve. Se não tiver pressa até uma 125cc leva bem.
- É um pouquinho maior, a minha... Fui interrompido por Adilson.
- Estava pensando... Adilson mostrou-se prestativo.
- Eu tenho um depósito na beira d’água e posso deixa-lo lá para você. Passo a corrente e te dou as chaves. Você o usa e devolve no mesmo lugar. Assim ninguém esquenta com horário. O que você acha?
- Maravilha. Fique realmente feliz.
- Leve este selo junto com as chaves. O pessoal da segurança já estará sabendo, mas se alguém perguntar mostre o selo. Boa sorte.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
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04/05/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 117


No Capítulo anterior...

- Só para saber se você está colaborando direitinho, o que você vai fazer até lá? Desta vez peguei um chumaço de pelos de seu grosso bigode e o puxei como se fosse arranca-los se não ouvisse a resposta certa.
- Nada. Quer dizer esta semana, nada. Semana que vem vou buscar uma carga com Alexsandro Vieira, no porto de Santos. Só isso. Conforme ele falava eu puxava um pouco mais o seu bigode.
- Que dia, hora, detalhes.
- Quinta. Quinta-feira, onze horas da noite, cais, doca dezenove.
- Esteja lá então, senão eu volto para cobrar. Falei e soltei o bigode do infeliz.
Fui até a porta da frente. Abri-a e sai. A porta era de vidro transparente. Virei para Marcio que me olhava com os olhos esbugalhados de tão abertos, apontei para ele e dei um salto para a rua esperando impressioná-lo ainda mais.
Achei conveniente não visitar Alexsandro Vieira na mesma noite, pois Marcio Nonato iria alertá-lo e de qualquer forma eu já tinha o próximo ponto de encontro.

Continuação...

- Base? Ouviu a conversa? Perguntei enquanto saltava os postes á caminho de casa.
- Sim ouvimos, mas pela programação do porto, nenhum navio atracará na doca dezenove a semana toda, a doca dezenove está interditada. Informou Fernanda.
- Se você tivesse que desembarcar algo que não pudesse ser visto, que tivesse que esconder e que tivesse pouco movimento para olhos curiosos, onde faria isto? Perguntei para aguçar Fernanda.
- Uma doca interditada?  O retorno veio rápido.
- Isto. Marcio não mentiu, aliás, ele jurou pelo fio do bigode. Quinta-feira eu irei para Santos.
A noite havia terminado para MEIOPARDO.
Na manhã seguinte entrei em contato com Bene Junior, pois precisava de veículo rápido para locomoção.
- Bene tudo bem? Fiquei sabendo que você negocia motos usadas, tem alguma muito rápida por aí?
- Tenho sim, tenho um Honda CBR1100XX Blackbird, mas ela sofreu um acidente e está sem parte da carenagem.
- Vou aí dar uma olhada. Desliguei fui à oficina de Bene.

Chegando lá, Bene me informou das condições gerais da moto que estava ótima, porém a carenagem estava destruída.
- É você mesmo que faz estas carenagens? Perguntei para Bene que me conduzia á sua pequena fábrica de carenagens e capacetes.
- Aqui a gente tenta empregar materiais mais resistentes para evitar um dano maior nas motos e motociclistas. É artesanal, mas com muita dedicação achamos bons substitutos para o mercado.
- Estou trabalhando nesta Blackbird há duas semanas e amanhã estará pronta, mas se quiser a carenagem original, podemos encomendar e em uma ou duas semanas ela chega. Não entendi se era uma sugestão ou uma pergunta.
- O que esta que você está fazendo difere da original? Minha vez de perguntar.
- Esta é de PVC. Ela deforma, absorve impacto e não quebra. Protege as partes interna da moto e diminui a chance do motociclista ser atingido por estilhaços.
- Hoje em dia o PVC bem trabalhado e bem misturado é superior até ao aço. Finalizou dando a resposta para minha escolha.
- Eu que a sua carenagem, claro. Eu quero também uma cor escura e que não reflita a luz. Algo muito discreto. Tentei fazer Bene entender o que realmente eu queria, mas sem outros detalhes.
- Já sei, vai participar de racha? Não vai ter pra ninguém, esta moto é um espetáculo. Onde você corre? O assunto interessou muito Bene.
- Nada disso, é que gosto de motos e gosto de ser discreto também. Evita olho gordo.
Não sabia o que falar, então eu falei qualquer bobagem.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
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03/05/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 116


No Capítulo anterior...

Avistei os muros altos e com cerca elétrica, mas de fácil transposição para o MEIOPARDO. Na área externa da casa nenhum som ou variação de temperatura que o infravermelho pudesse detectar. Bom sinal. Saltei para o jardim e dei uma volta completa na casa.
Tudo fechado, mas com luzes internas acessas e som de televisão que somente MEIOPARDO poderia captura naquela distância.
Uma pequena escotilha no andar superior, providencial, serviria como entrada.
Saltei em direção á escotilha e como um atleta de saltos em alturas, os movimentos do corpo moldaram-se á estreita passagem.
Impressionante as alterações que Vtec havia proporcionado com o novo software. Eu quase que conseguia mudar a direção e velocidade de um salto. Coisa que com o sistema do projeto jamais conseguiria. Era muito rígido.
Da mesma forma que passei suavemente pela escotilha fiz um giro no ar caindo com os pés no chão. Nesta posição os giro estabilizadores se encarregavam de me manter equilibrado e em pé.
- Uau! Falei baixinho impressionado com o que havia feito.

Continuação...

A saleta em que me encontrava era pequena e baixa. Havia nela um sofá, uma escrivaninha e uma TV. Era um pequeno escritório, mas pelo jeito não era ocupado á bastante tempo.
Abri a porta e comecei á busca.
Encontrei ninguém no andar superior e fui para o térreo, de onde vinha o som da TV.
Do topo da escada que saia de um corredor dos quartos e terminava no meio da sala avistei um homem com grandes costeletas e um enorme bigode que, com o controle remoto na mão, pulava de canal á canal em busca de noticias.
Na dúvida se o homem me notaria ou não saltei para o andar onde ele se encontrava.
O homem assustou com aquilo que veio em sua direção e cruzou os braços sobre a cabeça em um reflexo para se proteger.
- Ai. O que é isso? Madre de Deus. Dizia quase chorando.
Sentei-me ao lado dele, mas tão junto que parecíamos siameses.
- Marcio Nonato, como eu queria te conhecer. Falei de forma á intimidá-lo.
- Por favor, senhor, Eu não fiz nada. Eu não sei nada. Por favor. O homem estava realmente apavorado.
Decidi explorar melhor a situação e joguei todos os verdes que tinha esperando uma boa colheita.
- Quem não sabe nada é um ex-presidente daqui. A Sheyla pediu para fazer uma visita á você. Ela quer saber se você fez tudo como o combinado. Apertei-o um pouco mais no sofá.
- Claro que fiz. A polícia já está no estádio. Não sei por que essas porcarias de jornais não falam nada. Já deveria ter um alvoroço. Mas eu fiz exatamente como combinado, eu juro, eu fiz. Percebi que o sofá estava molhado sob Marcio, e não era água limpa.
- E o próximo encontro, você irá, não irá? Apertei-o novamente.
- Claro. Sim, sim. É só ela ligar que irei.
- Só para saber se você está colaborando direitinho, o que você vai fazer até lá? Desta vez peguei um chumaço de pelos de seu grosso bigode e o puxei como se fosse arranca-los se não ouvisse a resposta certa.
- Nada. Quer dizer esta semana, nada. Semana que vem vou buscar uma carga com Alexsandro Vieira, no porto de Santos. Só isso. Conforme ele falava eu puxava um pouco mais o seu bigode.
- Que dia, hora, detalhes.
- Quinta. Quinta-feira, onze horas da noite, cais, doca dezenove.
- Esteja lá então, senão eu volto para cobrar. Falei e soltei o bigode do infeliz.
Fui até a porta da frente. Abri-a e sai. A porta era de vidro transparente. Virei para Marcio que me olhava com os olhos esbugalhados de tão abertos, apontei para ele e dei um salto para a rua esperando impressioná-lo ainda mais.
Achei conveniente não visitar Alexsandro Vieira na mesma noite, pois Marcio Nonato iria alertá-lo e de qualquer forma eu já tinha o próximo ponto de encontro.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

02/05/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 115


No Capítulo anterior...

Inúmeras páginas se abriram. A mulher era profissional.
Tão rápido quanto entrou, baixou os arquivos e fechou a página.
- Os servidores da INTERPOL são muito bem vigiados, mas os espelhos nem tanto. Se entrar, pegar os registros e sair, quase não o perceberão. Vamos ver o que trouxemos. Vtec parecia satisfeito.
- Sheyla Castro não blefa. Duas vezes que não acreditaram nas suas ameaças se arrependeram mais tarde.
- Uma explosão na Guatemala com doze mortos e trinta e oito feridos e outra em Honduras com cinco mortos e dezesseis feridos. As demais explosões foram sem aviso e sem pedidos.
- Na TV, estão falando sobre a bomba. Fernanda nos interrompeu sintonizando um jornal internacional no monitor.
“No Brasil uma partida de futebol foi interrompida e o estádio está sendo evacuado neste momento, pois há uma suspeita de bomba”.

Continuação...

A tela mostrava milhares de torcedores saindo sem entender nada.
Alguns corriam outros saiam revoltados por não ver o seu time ganhar.
Mostraram mais algum tempo e terminaram informando que voltaria com mais detalhes.
Enquanto Vtec e eu procurávamos mais informações sobre o Perfil de Castro, Fernanda monitorava as redes sociais para obter mais informações sobre o que estava sendo divulgado.
Encontramos dois elos fortes no Brasil que poderiam ligar Castro aqui. Alexsandro Vieira e Marcio Nonato e, segundo a INTERPOL, os três encontram-se constantemente em um hotel no centro de São Paulo.
Ambos estiveram entre Colômbia e Panamá nos últimos dois anos e há seis meses de volta ao Brasil têm atuado no tráfico de arma de grosso calibre.
- Pelos registros da polícia de São Paulo, um deles, o Marcio Nonato, tem uma mansão de faixada na região nobre na zona sul, especificamente no Morumbi e o outro vive em um Apart-hotel nos jardins. Vtec informava conforme apareciam na tela grande.
- A policia monitora-os devido ao tráfico e a INTERPOL, devido á ligação com Castro. Talvez se eles conversassem chegariam a conclusões mais rápidas. Finalizou desacreditado.
- Se as policias do estado não se conversam você acha que de países diferentes vão conversar? Fernanda consolou Vtec.
- Bem se eles planejaram isto hoje, devem estar esperando pela repercussão. Acho que o melhor lugar para esta espera é em casa. Qual o endereço? Perguntei ansioso para fazer uma visita fora de hora.
Vtec me deu os dois endereços e informei que iria para perto do estádio, visitaria Marcio Nonato primeiro.
Saí em direção ao Morumbi e não deixei de notar o movimento intenso de pessoas e carros que deixavam o bairro, contrariados.
Com instruções precisas de Fernanda que fazia o papel de GPS em alguns minutos estava em um poste na frente da mansão de Marcio Nonato.
Avistei os muros altos e com cerca elétrica, mas de fácil transposição para o MEIOPARDO. Na área externa da casa nenhum som ou variação de temperatura que o infravermelho pudesse detectar. Bom sinal. Saltei para o jardim e dei uma volta completa na casa.
Tudo fechado, mas com luzes internas acessas e som de televisão que somente MEIOPARDO poderia captura naquela distância.
Uma pequena escotilha no andar superior, providencial, serviria como entrada.
Saltei em direção á escotilha e como um atleta de saltos em alturas, os movimentos do corpo moldaram-se á estreita passagem.
Impressionante as alterações que Vtec havia proporcionado com o novo software. Eu quase que conseguia mudar a direção e velocidade de um salto. Coisa que com o sistema do projeto jamais conseguiria. Era muito rígido.
Da mesma forma que passei suavemente pela escotilha fiz um giro no ar caindo com os pés no chão. Nesta posição os giro estabilizadores se encarregavam de me manter equilibrado e em pé.
- Uau! Falei baixinho impressionado com o que havia feito.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

01/05/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 114


No Capítulo anterior...

Com um barbante pendurado á caixa havia uma enorme etiqueta.
Peguei-a com cuidado e sem puxar o barbante virei-a para observar melhor.
Havia um recado.
“Esta não explodirá hoje. Se não fizerem uma transferência de cinquenta milhões de dólares para a conta abaixo até sábado, a próxima fará muito estrago e o valor dobrará”.
Ainda abaixo havia a identificação da conta em um banco do Irã.
Tinha uma assinatura: “CASTRO”.
Acreditando agora que não haveria explosão resolvi dar o fora, pois percebi uma movimentação maior dos seguranças. Acho que receberam a noticia.
Sai pelo mesmo portão que entrei e o pessoal da segurança não estava mais preocupado com alguém que quisesse entrar ou sai. A preocupação era outra.

Continuação...

- Acho que é algum bobalhão passando um trote. Cuba não conseguiria dinheiro assim. Falei enquanto fazia o caminho de volta para casa.
- Que Cuba? Perguntou Fernanda.
- Estava assinado Castro. Fidel Castro é de cuba. Respondi á Fernanda.
- Este Castro não tem nada com Cuba. Respondeu Vtec e continuou.
- Alias não é este, é esta. Sheyla Castro. Ela é panamenha e apoia as FARC. Ela é procurada em dezesseis países. É coisa séria.
- E por que ela viria exigir dinheiro aqui no Brasil? Perguntei de volta.
- Talvez porque é o próximo da lista, apenas isto. Respondeu Fernanda.
- Dizem por ai que ela tem tirado dinheiro do México e Chile. Chegou a nossa vez. Respondeu Vtec.
- E você acha que aquela bomba era de verdade? Perguntei para a base.
- Aquela eu não sei, mas ela tem todo o potencial para fazer uma. Ela já explodiu algumas em Honduras, na Guatemala e na Colômbia. Informou Vtec.
- Base, levante tudo que puder sobre ela. Vamos tentar antecipar qual será o próximo passo. Fernanda abra a porta. Cheguei. Eu disse enquanto aterrissava na soleira da porta da base.
Em alguns segundo Fernanda abriu a porta e entrei e fomos direto para o porão.
Vtec tinha dois monitores cheios de informações, mas trabalhava intensamente no teclado sob o monitor que apresentava o símbolo e nome “INTERPOL”.
Em poucos minutos a tela se abriu e então Vtec começou a pesquisa: Sheyla Castro.
Inúmeras páginas se abriram. A mulher era profissional.
Tão rápido quanto entrou, baixou os arquivos e fechou a página.
- Os servidores da INTERPOL são muito bem vigiados, mas os espelhos nem tanto. Se entrar, pegar os registros e sair, quase não o perceberão. Vamos ver o que trouxemos. Vtec parecia satisfeito.
- Sheyla Castro não blefa. Duas vezes que não acreditaram nas suas ameaças se arrependeram mais tarde.
- Uma explosão na Guatemala com doze mortos e trinta e oito feridos e outra em Honduras com cinco mortos e dezesseis feridos. As demais explosões foram sem aviso e sem pedidos.
- Na TV, estão falando sobre a bomba. Fernanda nos interrompeu sintonizando um jornal internacional no monitor.
“No Brasil uma partida de futebol foi interrompida e o estádio está sendo evacuado neste momento, pois há uma suspeita de bomba”.


  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/