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11/02/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 046


No Capítulo anterior...

Eu me apresentei a eles e já fui elogiando a Ninja de Alexandre.
- Muito bom gosto. Dando um aperto de mão.
- O pessoal tem elogiado. Respondeu Alexandre em agradecimento.
- A sua também é uma Ninja. Falei para Fernando enquanto apertava sua mão.
- Mas a dele é mais bonita. Respondeu Fernando.
Dei de ombros e sai para a multidão de motociclistas reunidos.

Continuação...

Este posto é um ponto de encontro tradicional para quem vai viajar em grupo e principalmente para motociclistas.
Sem ninguém combinar nada, nos fins de semanas você conta 350 á 450 motos ao mesmo tempo, sem contar o fluxo das que chegam e saem. O que é constante.
Encontrei vários velhos amigos e entre eles Mauri Gonçalves e Sébastien David. Este dois eram absurdamente malucos por motos. Já fizeram de tudo com elas. Eram ídolos de muitos que lá estavam.
Contei a eles o que pretendia e de imediato concordaram. Atualizamos os números de telefones e nos despedimos.
Fique por lá mais de duas horas, contando novidades, ouvindo novidades. E resolvi voltar para casa. Minha missão estava cumprida.
Sinalizei para Alexandre e Fernando e seguimos de volta.
Não vi o resto do domingo, pois como passara a noite em claro, desmaiei até a manhã de segunda-feira.
Segunda eu acordei cedo e bem disposto, fiz a anotações devidas que colhera ontem, domingo, inclusive os tempos do cronômetro e fui para a academia.
Gleide como sempre com aquele enorme sorriso dava bom dia aos que á academia chegavam.
Avistei Eduardo Soares na esteira e me encaminhei até a esteira do lado.
- Bom dia Eduardo. Cumprimentei já ligando minha esteira em oito quilômetros por hora, muito acelerado para começar uma corrida.
- Bom dia Deri. Parece que acordou bem disposto hoje, não? Eduardo se referia á velocidade marcada em minha esteira.
- É verdade, muito bem disposto. Falei aumentando para doze.
- Fizeram um bom trabalho em você. Por isso é que você vale tanto. Eduardo estava justificando o esquema de segurança.
- Fico pensando... O que aconteceria se desse um “olé” em vocês? Sabia a resposta, mas queria ouvir dele.
- Primeiro que é impossível. Você tem um rastreador. Segundo, nossa segurança é para te proteger, não para não deixa-lo fugir. E complementou.
- Você me conhece há três anos...
- Há três anos você era meu colega de academia, não meu segurança, lembra?
Parei a esteira e fui fazer peito.
Vinte minutos depois fui para a ducha. Passei em casa. Vesti uma roupa adequada e fui com os seguranças para a Cidade Universitária.
A dupla de seguranças havia trocado novamente, voltando Paulo Fernando e Regina Claudia.
Em pouco menos de uma hora estava eu passando pelo corredor da Poli em direção ao salão das bancadas.
José Reginaldo Ramos Ramos foi o primeiro a me avistar e com palmas compassadas chamou a atenção dos demais que até então pareciam robozinhos e, um á um virou-se para mim e acompanhou as palmas compassadas que aos poucos foi ficando mais rápido e mais rápido até que uma salva disforme aconteceu.
Senti-me lisonjeado, encabulado. Fiquei sem graça.
Reginaldo se aproximou, me pegou pelo braço e disse.
- Você tem um pouquinho de cada um deles. Vamos até a Dra. Elen.
Desta vez não seguimos pelo corredor de costume e sim subimos dois andares de escadas.
Em uma antessala, uma recepcionista pegou o telefone ao nos avistar pela porta de vidro, e antes de passarmos esta porta, já havia desligado.
Entramos na antessala e fomos informados.
- A Dra. Elen está aguardando, podem entrar. Disse em uma voz muito tranquila e baixa.
Ao entrar vislumbrei uma sala enorme, dividida com móveis em três ambientes. Tudo muito bonito e muito bem arranjado. Percebia-se que era tudo novo e da melhor qualidade.
- Você está podendo, heim Elen? Provoquei.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

09/02/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 045


No Capítulo anterior...

Como eu estava fazendo algo que alguns poderiam não gostar e poderia estar sendo monitorado, não quis dar chance ao azar.
A rede de Vicente estava ativa e muito boa. Comecei minhas pesquisar.
Assustei quando ouvi barulho no corredor e alguém tentava abrir a porta. Fechei rapidamente todas as janelas de pesquisa e aguardei a porta abrir. Neste momento segurando a respiração.
A porta se abriu e ouvi ainda do corredor.

Continuação...

- Ué, nem dormiu é? Era uma voz familiar.
- Aracy, que susto você me deu. Falei aliviado.
- Espero que esse fantasma que você viu não tenha sido eu. Está pálido. Disse num tom zombeteiro.
- Não Aracy, eu não vi fantasmas. Vou tomar um banho, um bom café e sair para andar de moto. Antes de ir para o banho, informei:
- Aracy, terça-feira vou trazer quatros amigos para almoçar. Faremos uma reunião aqui em casa e depois almoçaremos ok?
- Quer algo especial? Perguntou Aracy.
- Tudo que você faz é especial, Aracy. E fui para o banho.
Parei a moto ao lado do carro que dormiu na frente de casa e não avistei os ocupantes, pois o vidro era muito escuro.
Bati no vidro do motorista o que baixou pela metade. Percebi que eram José Ricardo e Paulo Rosa.
- Bom dia rapaziada. Vou dar uma volta de moto. Acho que vocês não conseguirão me acompanhar, tudo bem? Falei com a segurança de quem vai se livrar rápido daquele incomodo de gente te seguindo.
Ledo engano meu.
- Tudo bem, estarmos colocando a força em alerta, enquanto der te acompanhamos, mas breve você terá companhia de duas motos. Vai reconhecer, pois as jaquetas têm o desenho de uma asa de borboleta.
- Ok. Então lá vamos nós. Apertei o botão do relógio que liga o cronômetro e sai.
O carro saiu atrás e quando entrava na Avenida Ricardo Jafet sentido Ipiranga avistei pelo retrovisor da moto que o carro acabara de entrar no acesso á quase um quilometro atrás. Pensei este seria fácil.
Mais uns dois quilômetros sai para o acesso da Avenida dos Bandeirantes, contornei o viaduto e quando passava por cima avistei o carro preto lá atrás, perdidos. Apertei novamente o ponteiro do cronômetro fazendo uma marcação.
Menos de dois quilômetros, ainda na Avenida dos Bandeirantes duas motos Ninja emparelham comigo.
Desacelerei um pouco e percebi o desenho de asa de borboleta na jaqueta de um deles. Tornei a marca no cronometro.
Em vinte e sete minutos estávamos chegando ao posto BR, no quilômetro 28, da rodovia dos Bandeirantes.
Uma das Ninjas era como qualquer outra Ninja, sem personalização, mas a outra era linda. Com cores predominantemente em branco e vermelho, dava uma suavidade e ao mesmo tempo agressividade, pois a sobreposição das cores era o detalhe.
Percebi que outros gostaram também.
Os motociclistas eram Fernando Ribeiro e Alexandre Baptistella.
Eu me apresentei a eles e já fui elogiando a Ninja de Alexandre.
- Muito bom gosto. Dando um aperto de mão.
- O pessoal tem elogiado. Respondeu Alexandre em agradecimento.
- A sua também é uma Ninja. Falei para Fernando enquanto apertava sua mão.
- Mas a dele é mais bonita. Respondeu Fernando.
Dei de ombros e sai para a multidão de motociclistas reunidos.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

08/02/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 044


No Capítulo anterior...

- Então, assim que eu sair você explica para a Fernanda, não sei se tenho escutas. Terça às dez horas na minha casa, combinado?
Tirei a folha usada do bloco de anotações, amassei e coloquei no bolso de Vtec. Devolvi o bloco e a caneta para Vtec.
Olhei fixamente para os dois e repeti:
- Ninguém pode saber. NINGUÉM.

Continuação...

Os dois de olhos arregalados e balançando a cabeça afirmativamente, como se fossem aqueles bonequinhos de mola. Eram esquisitos, mas muito legais.
Abracei os dois.
- Amo vocês, mas preciso ir. Até terça, tchau.
Dei mais uma volta no salão. Troquei umas palavras com um e com outro e encontrei Waldir Martani Maria.
- Como está Waldir, tem ido á academia? Perguntei apontando para seus braços.
Waldir imediatamente levantou os braços mostrando os bíceps parecidos com os meus.
- Tenho sim, tem que manter a forma, né. E você? Parece que também está em forma. Respondeu já perguntando.
Ao abraça-los confirmei que suas medidas eram muito parecidas com as minhas.
- Waldir, eu vou fazer uma reunião como amigos, na terça em casa. Gostaria que você fosse, é só um bate papo. Sabe. Estou precisando, aí, de uma ajuda, e...
Fui interrompido por Waldir.
- Nem precisa falar mais nada, o que o camarada Deri pedir, é uma ordem, estarei lá. Aceitou sem cerimônias.
- Beleza, terça às onze horas, ok? Depois almoçamos, em casa mesmo.
- Fechado. Estarei lá. Confirmou Waldir.
Antes de me afastar de Waldir avistei Vanessa e fui ao seu encontro.
- Vanessa Freixeira, há quanto tempo? Tudo bem? Já fui logo abraçando.
- Deri, como você está bem! Quando a Patrícia me ligou eu nem acreditei. Que bom te ver.
Realmente fazia muito tempo que não nos víamos. Ela é uma profissional de fisioterapia e RP.
Nós nos conhecemos em minhas recuperações pós-operatórias, dos acidentes que tive.
Como ficamos muito tempo juntos criamos um vínculo forte de amizade e confiança.
- Vou precisar dos seus serviços. Eu ando com uma dorzinha nas costas. Quer almoçar em casa, terça-feira?
- Terça é um dia tranquilo para mim. Afirmou Vanessa e continuou.
- Pode ser. Terça. Almoçamos e você conta as novidades. Terminou a frase acenando para Gleide, da academia.
- Já encontrou sua amiga? Vai lá conversar com ela. Você encontrará outros da academia aqui. Depois nos falamos. E a liberei para a conversa.
A festa rolou bem.
Pouco depois da meia noite fiz um “quase discurso” de agradecimento e sai de fininho sem ninguém perceber. Apesar de que a festa estava legal faltava-me alguma coisa, e não sabia bem o que era.
Regina Claudia que estava lá dentro, misturada aos outros saiu comigo, e lá fora no carro, Paulo Fernando aguardava apenas o meu sinal para ligar o veículo.
Foi o que fez a me ver sair com Regina Claudia. Entramos no carro e saímos.
Avisei que estava cansado e fomos para casa. Devido á hora e pouco transito chegamos logo.
Subi e assim que adentrei liguei o computador, mas algo me dizia que não deveria buscar o que queria, pelo menos não na minha rede.
Lembrei que tinha a senha da rede de Vicente Freitas, meu vizinho, dois andares acima. Certa vez em conversas sobre operadoras de cabo e telefonia decidimos trocar as senhas á fim de não ficarmos na mão por qualquer motivo.
Como eu estava fazendo algo que alguns poderiam não gostar e poderia estar sendo monitorado, não quis dar chance ao azar.
A rede de Vicente estava ativa e muito boa. Comecei minhas pesquisar.
Assustei quando ouvi barulho no corredor e alguém tentava abrir a porta. Fechei rapidamente todas as janelas de pesquisa e aguardei a porta abrir. Neste momento segurando a respiração.
A porta se abriu e ouvi ainda do corredor.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

07/02/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 043


No Capítulo anterior...

- É verdade. Ela fala um “bucadinho” demais, mas é uma boa menina. Ele me disse que quase te levou para minha cidade. A casa sempre está a disposição. Ofereceu Rosana.
- Obrigado. Me dá licença, tem muita gente para cumprimentar ainda. E saí andando.
Estava lá Sandro Oliveira que conversava que uma pequena mulher. Estava de costas e não reconheci até ficar de frente.

Continuação...

- Elo, até você por aqui? Você já conhecia o Sandro? Perguntei surpreso!
- O Sandro e mais uma dúzia dos que estão aqui. Sou mulher do Amilton. Elo disse isso fazendo um circulo fechado com as mãos, indicando o pequeno tamanho do mundo.
Abracei a ambos e segui nos cumprimentos.
Fiquei contente de encontrar Gleide que conversava com as amigas da academia, já ás tinha visto lá, mas ainda não havia conversado com elas. Cumprimentei-as.
Os dois músicos que se apresentava eu também conhecia. Acenei com a mão para Gustavo Cavalcante Braga e José Clevilson.
A festa estava muito legal e todos se divertiam.
Conversando mais afastado estavam Vtec Honda e Fernanda Furlan. Eles praticamente desenhavam no ar, acenando com as mãos, cabeça, pés e o que mais servisse para que pudessem expressar suas ideias.
Eles eram gênios, o meus amigos nerds preferidos, nos abraçamos muito e Vtec começou junto com Fernanda uma enxurrada de perguntas:
(Vtec) – Cara, “quidimais”, quantos componentes ao todo?
(Fernanda) – Tem muitos upgrade de software?
(Vtec) – Algum tipo de recarga de algum componente?
(Fernanda) – Opera remotamente?
(Vtec) – Algum impulso cerebral?
- Para, para, para. Falei antes da próxima pergunta.
- Imagino que vocês leram alguma revista cientifica, mas repondo tudo depois.
- Alguém tem um papel e caneta? Perguntei para ambos.
Prontamente Vtec tirou um bloco de anotações e um lápis do bolso da calça.
Pedi para Fernanda virar de costas formando um apoio para eu escrever, fui prontamente atendido.
Comecei a escrever e na sexta ou sétima palavra Vtec soltou um “mas”:
- Mas...
Não o deixei terminar.
- Não diga nada, apenas leia e não diga uma palavra sequer. Continuei escrevendo.
Terminado o rascunho, virei para ele e disse:
- Não diga uma palavra, apenas acene com a cabeça, é possível?
O sinal afirmativo de Vtec me deixou muito contente e continuei.
- Terça feira na minha casa. Dá tempo?
Outro sinal afirmativo e mais contente eu fiquei.
- Então, assim que eu sair você explica para a Fernanda, não sei se tenho escutas. Terça às dez horas na minha casa, combinado?
Tirei a folha usada do bloco de anotações, amassei e coloquei no bolso de Vtec. Devolvi o bloco e a caneta para Vtec.
Olhei fixamente para os dois e repeti:
- Ninguém pode saber. NINGUÉM.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

06/02/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 042


No Capítulo anterior...

Voltei para casa quando já era próximo das duas da tarde. Almocei com Aracy que preparara um delicioso filé ao molho madeira. Hum, que bom aquele tempero da Aracy. Até o arroz dela, puro, sem nada, era muito bom. Junto com a saudade, melhor ainda.
Vendo notícias na internet e consultando minha caixa postal encontrei uma mensagem de Elen:
“Segunda-feira, às 10 horas, reunião de apresentação do projeto aos investidores, local: Anfiteatro da Poli. NÃO É UM CONVITE, Elen”.

Continuação...

O telefone tocou. Era Patrícia.
- Deri, confirmado nove horas na Charmosa Cafeteria. A galera estará em peso.
Confirmei, agradeci e aproveitei para fazer algumas ligações.
Já a noite me dirigi até meus seguranças que não eram os mesmos pois trabalhavam em turnos. Encontrei Paulo Fernando Rodrigues e Regina Claudia Cantele.
Entrei no Fusion e fomos para festa.
No interior do carro notei um GPS com tela de quinze polegadas e no centro da tela dois pontos luminosos juntos. Um azul e outro vermelho. Perguntei para Regina Claudia.
- Esse vermelho sou eu?
Regina Claudia respondeu apontando para a tela.
- Sim você é o vermelho o carro é o azul. Se eu ou Paulo Fernando sair do recebera um indicador verde, assim quem ficar no carro sempre terá a referencia de onde estamos.
- E qual é o alcance. Perguntei imaginando um ou dois quilômetros.
X1 olhou para Regina Claudia e ambos sorriram. Regina Claudia se adiantou na resposta.
- Planeta terra.
Paulo Fernando completou.
- Existe o rastreamento por satélite, torres de telefonia celular e o equipamento emite ondas, ou seja é rastreado em qualquer lugar e em três dimensões.
Fiquei espantado.
- E onde está o meu localizador na roupa, no sapato? Onde.
- Pelo que sei, no seu ombro direito. Respondeu Paulo Fernando.
Coloquei imediatamente a mão sobre meu ombro direito e pensei. É verdade, nunca mais estarei só.
Entrei na festa e não pensei mais nisto, pelo menos esta noite.
Logo na entrada estavam Adilson Damásio e o irmão capitão, Amilton Cruz Silva que Adilson acabara de me apresentar.
- Da última vez que encontrei o Adilson ele estava preocupado com você, tudo bem agora? Comentei com Amilton que prontamente respondeu.
- Algumas missões e treinamentos são extensos e sigilosos, mas está tudo bem, vou ficar algum tempo na civilização antes de voltar á selva.
Mais adiante foi Bene Junior que conversava com Cristianodiasl e Mario Alves. Nós nos cumprimentamos e segui em frente, muita gente percebeu minha chegada e quase que faziam fila para me abraçar.
Eram abraços calorosos e muito carinhosos.
Ao abraçar Nelson Campos recebi um puxão e ante de perceber o que estava acontecendo Paty estava pendurada no meu pescoço.
- Bem vindo, bem vindo, bem vindo. Disse com entusiasmo.
Paty me pegou pelo braço e me levou á frente de uma mulher muito alta e muita magra, aparentava uns trinta e oito ou quarenta anos, cabelos curtos e muito negros.
- Esta é a tia Rosana. Contei sua história para ela e já se tornou sua fã. Esta passando uma temporada em casa e quando voltar para Garça eu irei com ela. Ficarei seis meses lá, tipo férias, mas me inscrevi como voluntária no hospital e na creche municipal, faz parte do meu curso de RH e...
- Muito prazer Rosana, eu acabei de reencontrar a Paty depois de um tempão, mas acho que já está mesmo na hora dela ficar um pouco longe, como fala. Olhei para Paty que fez um bico enorme, mas sabia que era brincadeira minha.
- É verdade. Ela fala um “bucadinho” demais, mas é uma boa menina. Ele me disse que quase te levou para minha cidade. A casa sempre está a disposição. Ofereceu Rosana.
- Obrigado. Me dá licença, tem muita gente para cumprimentar ainda. E saí andando.
Estava lá Sandro Oliveira que conversava que uma pequena mulher. Estava de costas e não reconheci até ficar de frente.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

05/02/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 041


No Capítulo anterior...

- Após ganhar a partida perguntei a ele: Foi de propósito que me deixou ganhar? Ao que me respondeu:
“Não. Eu errei. Porém ao invés de chorar ao perceber meu erro decidi aguardar a próxima oportunidade da qual tinha certeza da vitória. Das duas, uma: Ou você não veria a jogada, pois estava chorando, ou eu veria seu sorriso ao final.”
Mell acrescentou:
- Tente tirar o máximo proveito. E foi para a cabine.

Continuação...

Os pneus do Lineage 1000 tocaram o solo em Congonhas no horário previsto. Que saudades de São Paulo.
Despedimo-nos dos comandantes Mell e Boanerges, da Comissária Eliane. Descendo a escada ouvi a recomendação de Mell:
- Maio no caribe, me ligue.
Com um sorriso e aceno de mão confirmei para ela.
Uma Van nos levou até o saguão onde Eduardo Soares nos aguardava, nos abraçamos:
- Como está Eduardo? Vigiando muita gente?
O mesmo já emendou:
- Sim bastante, mas nenhum que desse tanto trabalho com você.
O saguão de Congonhas, cheio, não lembrava em nada o JFK.
Na rua uma enorme Van, azul escuro, nos aguardava. Entramos e seguimos para minha casa.
Percebi que quando a Van saiu, outros dois carros nos seguiram.
Já na porta de casa, Eduardo subiu comigo, enquanto a Van foi embora e os dois carros estacionaram na frente do prédio.
Abri uma cerveja enquanto Eduardo me explicava as regras de segurança.
- Você terá segurança e motorista as vinte e quatro horas do dia, poderá fazer o que quiser, porém será monitorado. Qualquer dúvida é comigo.
Eduardo me falou mais uma hora de detalhes que considerei lógicos e outros ridículos, mas não discutimos, aceitei.
Falamos outra hora de amenidades como futebol, mulheres e política.
Eduardo foi embora em um dos carros e o outro continuou estacionado lá embaixo.
Apesar de ter feito nada a viagem me deixou exausto.
Liguei para Patrícia, que ficou contente em saber que eu estava de volta e não desligou enquanto não me convenceu de fazer uma festa de boas vindas.
Conversamos bastante, tomei um banho e fui me deitar.
Acordei cedo e ouvi um barulho no apartamento. Ao abrir a porta da cozinha me deparei com Aracy que preparava uma farta mesa de café da manhã.
Que abraço gostoso eu recebi desta que considerava uma mãe. Aracy já foi logo dizendo.
- Que bom te ver. Quando me ligaram, ontem a noite, eu nem acreditei. Hoje cedo já passei no mercado, porque aqui não tinha nada há bastante tempo.
Conversamos enquanto tomava meu farto café da manhã.
Pedi para Aracy preparar algo para meus seguranças, lá embaixo coloquei uma roupa leve, de ginastica e desci.
Eu me apresentei aos seguranças que ainda não conhecia. Eles eram José Ricardo Madson de Paula e Paulo Rosa. Informei-os de minhas intenções para o dia e segui para a academia.
Que saudades da minha cidade, do meu bairro, das arvores da minha rua. É muito bom estar em casa. Pensei.
Ao chegar à academia, Gleide Gleidinha quase não acreditou, saiu de trás da mesa que estava fazendo festa.
Conversamos enquanto Gleide me mostrava os novos aparelhos de ginástica, todos computadorizados e dos mais modernos.
Experimentei alguns e gostei pois forneciam muitas informações sobre o comportamento do nosso corpo pressão arterial, batimento cardíaco, perda de calorias, esforço e outras temporais e de distâncias.
Tomei uma sauna e sai sem destino certo. Queria apenas curtir meu bairro, matar a saudade.
Caminhei por duas horas. Entrei em várias ruas e alguns becos. Vi alguns conhecidos, mas apenas cumprimentei.
Voltei para casa quando já era próximo das duas da tarde. Almocei com Aracy que preparara um delicioso filé ao molho madeira. Hum, que bom aquele tempero da Aracy. Até o arroz dela, puro, sem nada, era muito bom. Junto com a saudade, melhor ainda.
Vendo notícias na internet e consultando minha caixa postal encontrei uma mensagem de Elen:
“Segunda-feira, às 10 horas, reunião de apresentação do projeto aos investidores, local: Anfiteatro da Poli. NÃO É UM CONVITE, Elen”.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

04/02/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 040


No Capítulo anterior...

- Não, não sou militar. Sou piloto do banco R. Andrey. Sou eu quem pilota essa máquina. Inventaram essa oficial aí nem sei por quê. Boanerges disse com a maior naturalidade.
Wilmer percebeu para onde se caminhava a conversa e deu alguma explicação.
- É só uma questão de política internacional. O governo brasileiro não poderia participar de qualquer ação, em outro país, sem uma justificativa convincente, então o Dr. Rodrigo cedeu o...
- Então isso foi realmente um sequestro? Interrompi Wilmer dando um tapa na mesa.

Continuação...

Erick que estava calado fazendo dobraduras em seu guardanapo falou para terminar o assunto.
- Deri, você é assunto de estado e não estamos autorizados á discutir qualquer assunto com você. Se alguém tem explicações a lhe dar ou se alguém vai lhe dar qualquer explicação, não seremos nós.
Erick desfez o que estava fazendo no guardanapo, amassou-o com a mão esquerda, jogou sobre o prato e se retirou para toalete dizendo já de pé.
- Assunto encerrado.
Eliane, assustada com o tom de voz de Erick, não movimentava o talher, congelara a mastigação e  apenas os globos oculares pareciam ter movimentos.
Boanerges também percebeu a situação de Eliane, chamou a atenção dela dando de ombros, elevando as sobrancelhas e apontando o prato com a faca em seguida se dirigiu a mim no intuito de amenizar a situação que estava surda e muda.
- A Eliane aqui também faz parte da tripulação efetiva da nave. Muito boa comissária e excelente “chefe”, não acha? 
- Até o momento é a única coisa que posso concordar, com licença. Me levantei e fui ate minha poltrona onde estava meu tablet.
Enviei um E-mail para Elen. “Elen, me chame no Skype imediatamente”.
Uma facilidade dos dias de hoje, a rede Wi-Fi de banda larga a dez mil metros de altura era um sonho impensável há alguns anos atrás.
A última hora demorou uma eternidade á passar, ainda mais porque ficar acessando a caixa de entradas de emails a cada cinco minutos deixa ainda mais lento.
Dei um tapa no tablet jogando-o no chão, como se ele fosse o total responsável pelo que estava ocorrendo.
A comandante Mell que passava naquele momento por minha poltrona recolheu o tablet do chão e me devolveu com uma história.
- Certa vez ainda criança, jogando xadrez com meu pai, eu perdi minha rainha e comecei a chorar.
- Meu pai disse, “Enquanto você chorar por esta derrota não conseguirá sorrir pela vitória. Á cada perda, pare e reflita o quê de melhor poderá fazer para reverter à situação, tirando o máximo proveito, nem que seja o aprendizado”. Eu enxuguei as lágrimas do rosto, voltei o olhar para o tabuleiro e vi a oportunidade única de aplicar um xeque mate em papai.
- Após ganhar a partida perguntei a ele: Foi de propósito que me deixou ganhar? Ao que me respondeu:
“Não. Eu errei. Porém ao invés de chorar ao perceber meu erro decidi aguardar a próxima oportunidade da qual tinha certeza da vitória. Das duas, uma: Ou você não veria a jogada, pois estava chorando, ou eu veria seu sorriso ao final.”
Mell acrescentou:
- Tente tirar o máximo proveito. E foi para a cabine.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

02/02/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 039


No Capítulo anterior...

- A Dra. Elen além de excelente cientista é uma estrategista nata. Aproveitando-se da falta e um ministro de ciência e tecnologia e usando da força do projeto, ela convenceu a presidente que a pasta não poderia ficar com desfalque nesta ocasião e como ela, a Dra. Elen, tem livre acesso na Comunidade Europeia e Americana seria conveniente que pudesse responder pelo Brasil, a altura.
Acrescentou.
- Em seu poder único de convencimento, a Dra. Elen ganhou a atenção da presidente e com isso o cargo.
Falamos por mais de uma hora e concluí. A Nazi é fogo.

Continuação...

A viagem transcorria bem, estávamos á dez mil metros de altitude, em uma velocidade perto de mil quilômetros por hora e muitas pequenas ilhas pediam ser avistadas naquele enorme oceano quando uma voz chama minha atenção que estava voltada para a janela.
- Lindo não?
Era a comandante Mell que apontava a janele que eu olhava.
- Hã, como? Olhei para ela, pois meus pensamentos não permitiram que o som de sua voz os desfigurasse.
- O Caribe. Lá em baixo é o caribe. Lindo, não é mesmo?
- Ah, sim. Muito bonito. Aquela ilha maior, ali atrás, onde é? Apontei um pouco mais atrás.
- A redonda, que estamos passando agora são Haiti e República Dominicana, e próxima, mais á frente, Porto Rico. Não dá para ver daqui, mas mais adiante é o paraíso dos irmãos Castro. Todas excelentes para mergulhos. Completou.
- Hummm, então você terá que me trazer, um dia, aqui. Adoro mergulhar. Já me convidando.
- Minhas férias são em Maio e todo ano venho para cá. Tome meu cartão. Tirou um cartãozinho do bolso e me entregou, finalizando.
- Adoraria trazer você para o paraíso.
Fomos interrompidos pela comissária Eliane.
- O almoço está servido.
Erick que aparentemente dormia com uma folha de jornal sobre o rosto, em um só pulo, ficou de pé.
- Nossa que fome. Erick disse já se dirigindo á mesa.
Sentamos e reparei a beleza da mesa. Ao que cada direcionamento de olhar, Eliane apresentava os pratos.
-Esta é uma lasanha de camarão ao molho de espinafre, arroz ao funghi sechi e salada de couve de Bruxelas com coração de alcachofra.
- Parece uma delícia. Isso tudo vem pronto ou foi você quem fez? Eu sabia a resposta, pois á vi cozinhando a manhã toda.
- Eu mesma. Para esta linha, ser “chefe” é requisito. Indicando que era responsabilidade do comissário de bordo o preparo de refeições, afinal aquele é um avião de luxo.
Um “ploc” chamou a atenção de todos que imediatamente saudaram. Mell abriu uma Möe Chandon, e começou a servir as taças.
Brindamos á nossos sonhos e nos deliciamos com a comida.
A comandante Mell foi a primeira a terminar o almoço, pediu para se retirar, pois tinha que dar a vez para se co-piloto, Boanerges.
Após Mell entrar na cabine, Boanerges e Eliane se sentaram conosco. Ao que logo perguntei:
- Então Boanerges, pretende seguir esta carreira de militar? Queria cria assunto, pois todos estavam calados á mesa.
- Não, não sou militar. Sou piloto do banco R. Andrey. Sou eu quem pilota essa máquina. Inventaram essa oficial aí nem sei por quê. Boanerges disse com a maior naturalidade.
Wilmer percebeu para onde se caminhava a conversa e deu alguma explicação.
- É só uma questão de política internacional. O governo brasileiro não poderia participar de qualquer ação, em outro país, sem uma justificativa convincente, então o Dr. Rodrigo cedeu o...
- Então isso foi realmente um sequestro? Interrompi Wilmer dando um tapa na mesa.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

01/02/2013

Saga Derinarde II – Capítulo 038


No Capítulo anterior...

Os quinze minutos informados por Boanerges se cumpriram e o avião começou a se movimentar em direção á cabeceira.
A nave apontou para oeste e o anuncio nos alto-falantes foi imediato.
- Decolagem autorizada. Ouvi o afivelar do cinto da comissária Eliane Almeida. A potência dos dois motores do Leneage 1000 entrou em ação.
Ganhamos velocidade e logo mais altura. Estamos á caminho de casa.

Continuação...

No momento que as luzes indicativas de cinto de segurança se apagaram comecei a reparar no interior da nave, que espetáculo. Cabiam, pelo menos, 20 passageiros em poltronas hiper confortáveis e espaçosas. Um segundo ambiente com uma enorme mesa para jantar ou reunião, outro espaço privativo e outras áreas para lazer. Tem uma super autonomia, uma vez que seu compartimento de carga pode ser convertido para tanque de combustível e pode chegar á uma velocidade de até 1100 km/hora. Isto é 0,925 Mach. Componentes eletrônicos de última geração. Uma obra prima da indústria aeronáutica brasileira.
Alguns minutos de viagem e a graciosa Eliane anunciou que o café da manhã estava servido. A mesa era farta de pães, bolos e frutas.
Enquanto tomávamos café, a Comandante Mell juntou-se a nós. Aproveitei para pressionar Wilmer:
- Você pode me explicar o que está acontecendo ou é segredo de estado?
Wilmer tomou um gole de café e começou a falar.
- A Europa, através do professor Ronaldo Ambrósio, estava pressionando demais a sua transferência para a Alemanha e assim se tornariam responsáveis pelo projeto. Através de uma manobra política e muito inteligente a Dra. Elen conseguiu inverter a situação. Que mulher essa Doutora, que mulher.
Interrompi Wilmer.
- Se estava resolvido, por que essa pressa?
Wilmer continuou.
- Como eu disse, foi uma manobra política e esta manobra da Dra. Elen tem o apoio dos Americanos, porém o acordo tecnológico Brasil – Estados Unidos tem algumas brechas que poderiam fazer com que o projeto ficasse totalmente aqui. Antes que alguém entrasse nesta questão, foi resolvido que você seria transferido para o Brasil.
Terminei de engolir uma deliciosa uva sem sementes e tornei a perguntar.
- E esta história de secretária de estado, como a raposa chegou aos ovos?
Desta vez que respondeu foi Erick.
- A Dra. Elen além de excelente cientista é uma estrategista nata. Aproveitando-se da falta e um ministro de ciência e tecnologia e usando da força do projeto, ela convenceu a presidente que a pasta não poderia ficar com desfalque nesta ocasião e como ela, a Dra. Elen, tem livre acesso na Comunidade Europeia e Americana seria conveniente que pudesse responder pelo Brasil, a altura.
Acrescentou.
- Em seu poder único de convencimento, a Dra. Elen ganhou a atenção da presidente e com isso o cargo.
Falamos por mais de uma hora e concluí. A Nazi é fogo.

  Continua...


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Trata-se de uma obra fictícia e os nomes utilizados nada tem haver com seus homônimos da vida real.
Os textos e imagens aqui constantes foram em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/