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22/10/2012

Um beijo para o terrorista


Existe por aí uma campanha de caça á torturadores que agiram durante regime militar.
            
Acho interessante a pessoa sair por aí apontando o dedo sem ao menos tentar entender a época.
Espere aí. Não sou a favor da tortura, ou talvez seja. Igualzinho a você.
Não vivi ou não me lembro das condições da época, más vamos então falar do que ainda não aconteceu.
                          
Imagine-se daqui a 30 anos, 2042 é o ano.
E as pessoas olhando para o passado, tipo 2012 e condenando governantes e coronéis que expulsaram pessoas dos morros cariocas.
                           
Hoje sabemos que estas pessoas são traficantes e bandidos, mas qual a historia estaria sendo contada em 2042?
Hoje vivemos em São Paulo uma crise de segurança pública onde bandido mata dois policiais para cada bandido morto e policial está matando dez bandidos para cada policial, qual será a historia vencedora em 2042?
            
Acho, sim, uma brutalidade, assim como a ocorrida no Carandiru, um antigo presidio em São Paulo, onde 111 presos foram mortos por fazer uma rebelião.
            
Será que era preciso?
Será que não foi uma estratégia necessária?
Só quem estava lá para dizer. E claro, dos dois lados. Não adianta ouvir só uma versão.
        
Como você pensaria se uma filha, mãe ou sua irmã, fosse sequestrada, estuprada e morta?
                                 
Você daria um beijo no rosto do sequestrador e o perdoaria.
                                   
Realmente é uma resposta difícil, mas são respostas que são dadas na ocasião e na temperatura do acontecimento.
Quando a sua sobra começa á interferir nas suas decisões, então são cada vez mais rápidas e nem sempre as mais acertadas, porém na ocasião, pareciam as melhores.
                              

  


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
Os textos aqui constantes forada dm em parte ou todo coletados na internet.  http://www.google.com/ http://www.wikipedia.com/

19/10/2012

Saga Derinarde XXV – Aulas deliciosas



Eu sempre gostei de estudar, nunca fui um “nerd”, mas procurava entender um pouco do que o professor estava falando e isso me estimulava á prestar mais atenção, o que se certo modo tornava a coisa mais fácil, e assim como uma bola de neve assimilava quase tudo.
                                              
Era fascinado pelas aulas de Matemática, pois um mais um são sempre dois, até descobrir mais tarde, na faculdade que nem sempre são dois, mas na época desconhecia e a ignorância me tornava feliz.
                                            
Aulas de Português; Sempre adorei a morfologia das palavras e suas derivadas, nossa língua é riquíssima.
                                   
As outras matérias são tão importantes quanto estas, mas para a maioria das pessoas que não são “muito chegado” nesta historia acadêmica e portanto consideram “meio” chatas, falarei de uma que é unanimidade, aula de artes.
                                   
Não sei como são estas aulas hoje nas escolas, mas na década de 70 em escolas públicas, eram fantásticas.
Tínhamos aulas de canto e instrumentos musicais, corte e costura em plástico, tecidos e couros, artesanatos culturais e comerciais, teatro e dança.
                  
Tínhamos até aula de culinária.
Quando uma pessoa mais velha fala; -“no meu tempo isso ou aquilo”, pode ter certeza, poderia até não ser melhor, mas era mais completo.
                
                   
                 

Uma criança de dez ou onze anos que passou por uma escola pública nesta época era capaz de viver só tranquilamente.
                            
Só para enumerar as atividades citarei as que veem na lembrança e que participei claro: Coral, flauta doce, violão, confecção de camisa e camiseta, pintura de tela, abajures, vasos, ferramentas, carteiras, mobiles, pulseiras, brinquedos, instrumentos musicais, armadilhas, sacolas e colagens, muitas colagens, entre inúmeras outras coisas.
Não sei como alguém poderia classificar aquilo como aula, era pura diversão.
                           

  


 “Não use drogas, a vida é uma viagem”
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18/10/2012

Não tenho saudades


Normalmente escrevo um texto e depois de ler umas três ou quatro vezes dou um título, mas este foi diferente. Não sei “o porquê” ainda, mas o título surgiu em minha mente e a partir dele escrevo após o ponto.
                             
Tenho 51 anos e por minha vida passaram milhares de pessoas, algumas mais próximas e outras nem tanto.
                           
Tenho muitas lembranças, da maioria delas, mas nenhuma saudade.
Deixe-me explicar essa “saudade”.
                               
Eu encaro a saudade como algo carregado, algo que traz sofrimento pela falta, algo que traz angústia e isto eu não tenho.
Não sei ainda se é bom ou ruim, mas não tenho este apego nem por mim e nem por ninguém.
                          
É claro que se tais pessoas ou até bichinhos de estimação ainda estivessem do meu lado seria reconfortante, mas daí a ficar amargurado num canto, derramar lágrimas, está longe de mim.
Não que seja frio ou egoísta, embora muito prático, sempre acreditei que para o leite derramado precisamos é de um paninho e água, não choro.
                            
Não que não o seja.
Sou chorão. Muito emotivo.
                          
Quando assisto a um filme ou ouço uma historia, meus olhos se enchem, às vezes sou até motivo para gozação, mas daí a fechar a cara pela falta de alguém tem uma distância enorme.
Da frase de cima até esta fiquei uns 15 minutos pensando nas pessoas que não vejo mais e realmente nenhuma delas me chamou a atenção. Seja ex-namoradas, conhecidos, amigos, primos, tios, avós ou mesmo meu pai. Nenhum despertou qualquer sentimento de falta.
                               
Estranho, mas é como se qualquer um deles fosse chegar em cinco minutos na minha porta. É como se eu tivesse dado um abraço á menos de uma hora.
         
Por que eu sentiria saudades de alguém que eu acabara de abraçar.
Por que eu sentiria saudades de alguém que vai chegar para o café ou o churrasco daqui a pouco.
Realmente eu não tenho saudades.
                           

  


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17/10/2012

E passou um ano


Se não olharmos para o calendário, às vezes a gente se perde.
                        
Esta semana esta completando um ano que decidi que faria uma longa viagem, a viagem para o Alaska.
                              
A partir daquela data, um ano atrás, comecei os preparativos baseados apenas na minha ideia do que seria necessário para tal façanha.
Vamos por partes, como diria um conhecido, o Jack.
                             
Serão no mínimo 100 dias de viagens, ou seja, 40 mil quilômetros com altitudes que variam de Zero á 3800 metros e temperaturas que irão de 42 á -15 graus célsius, isso mesmo, “menos quinze”.
                     

Descansaremos em hotéis com algumas estrelas á campings selvagens e nevados.
        
Testaremos ao extremo nossas habilidades de valentes sedentários urbanos.
                         
Os preparativos.
Tenho feito exercícios físicos e dietas para controle de peso, muito menos do que seria necessário, claro.
        
Descobri recentemente que preciso ganhar oito quilos de gordura, exatamente isto, gordura para me proteger do frio negativo do Alaska.
        

Fui o instituto de infectologia Emilio Ribas para atualização de vacinas e outras orientações de saúde.
          
No café já coloquei uma gerente, está ainda faltando outra, mas já está encaminhado.
                          
Os recursos financeiros já foram quase todos garantidos e separados.
                             
A parte mais triste e burocrática são os documentos. Com esse negócio de greve da policia federal embolou um pouco a emissão de passaportes, então estou procurando um fura greve para da entrada na papelada.
                           
Após isto os vistos.
Para os países da América do Sul nenhum visto é necessário, porém, são necessários para El Salvador, Honduras, Nicarágua, Panamá, Estados Unidos, Canadá,
Para o México é necessário o visto para brasileiros, porém se tiver o visto americano isto não se faz necessário.
                        
Falta ainda a carteira de habilitação internacional, seguros dos carros, de vida e de saúde.
 
Dos utensílios falta tudo menos a cafeteira elétrica que funciona no isqueiro do carro, isso jamais poderia faltar.
                                   

  


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16/10/2012

Que país é esse


Renato russo já cantou isso, e você?


Nas favelas, no Senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a Constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
No Amazonas, no Araguaia iá, iá,
Na baixada fluminense
Mato grosso, Minas Gerais e no
Nordeste tudo em paz
Na morte o meu descanso, mas o
Sangue anda solto
Manchando os papeis e documentos fieis
Ao descanso do patrão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Terceiro mundo, se foi
Piada no exterior
Mas o Brasil vai fica rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios num leilão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Renato Russo, ainda tinha muito a dizer.


  


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